A denúncia de que PMs usavam batalhão de Irajá para esconder armas desviadas ganhou novos detalhes após investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro. De acordo com o órgão, sargentos da corporação utilizavam armários dentro do 41º BPM, em Irajá, como depósito para o material ilegal.
As informações surgiram a partir da análise de mensagens trocadas entre os policiais Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa. Os diálogos indicam que o grupo atuava com sensação de impunidade, utilizando as próprias instalações da unidade policial como base para armazenar armas desviadas de operações.
Em uma das conversas, um dos envolvidos demonstra insatisfação com a apreensão de apenas uma arma em determinada ocorrência. Em outro trecho, há a sugestão de guardar o armamento em um armário pessoal dentro do batalhão, reforçando o uso indevido do espaço público para fins criminosos.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam ainda que o policial Raphael Nascimento Ribeiro também teria participação no esquema. Ele foi preso na mesma operação e atuava em outro batalhão da capital.
As apurações indicam que as armas eram recolhidas durante operações oficiais e posteriormente desviadas sem conhecimento das autoridades responsáveis. Parte desse material era repassada entre os envolvidos, alimentando o esquema criminoso.
Durante a ação policial, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. Entre os itens recolhidos estão drogas, munições, dinheiro em espécie e um caderno que pode conter anotações relacionadas às atividades ilegais.
Em nota oficial, a Polícia Militar informou que os sargentos foram encaminhados para a unidade prisional da corporação e destacou que não compactua com desvios de conduta. O comando da Polícia Militar reitera que não compactua com desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos, informou a instituição.
O caso segue sob investigação e levanta questionamentos sobre controle interno e fiscalização dentro das forças de segurança pública no estado.














