Corrida ao Senado em Minas Gerais é marcada por pulverização de votos da direita e empate técnico entre os principais candidatos.
A disputa pelas duas vagas no Senado Federal por Minas Gerais em 2026 apresenta um cenário complexo, com a direita dividida entre diversos nomes e um empate técnico que dificulta a definição de lideranças. Enquanto isso, a candidata petista Marília Campos se destaca nas pesquisas.
As mais recentes pesquisas de intenção de voto, divulgadas pela Quaest em 8 de setembro e pelo Datafolha em 11 de setembro, revelam um quadro de fragmentação entre os postulantes de direita. Essa divisão de votos impede a consolidação de um candidato favorito neste campo político.
Neste contexto de acirrada disputa e distribuição de apoios, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, do PT, aparece na dianteira, seguida por nomes como o ex-governador Aécio Neves (PSDB). As informações são baseadas nos levantamentos Quaest e Datafolha.
Aécio Neves entra na disputa e acirra cenário para a direita
O cenário eleitoral para o Senado em Minas Gerais foi significativamente alterado com o anúncio tardio da candidatura de Aécio Neves (PSDB), em 28 de agosto. Sua entrada na disputa o posicionou imediatamente entre os primeiros colocados nas pesquisas, intensificando a competição por votos e potenciais alianças com outros candidatos de direita.
Segundo a pesquisa Quaest, Marília Campos (PT) aparece com 13% das intenções de voto, enquanto o Datafolha a aponta com 12%. Logo atrás, Aécio Neves (PSDB) registra 10% em ambos os levantamentos. Essa proximidade nos números, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, caracteriza um empate técnico.
Empate técnico entre candidatos de direita: quem disputa o quê?
Além de Aécio Neves, outros nomes da direita figuram em empate técnico, incluindo o senador Carlos Viana (PSD), com 8% e 10% nas pesquisas Quaest e Datafolha, respectivamente. Também estão nesse grupo o deputado federal Domingos Sávio (PL), com 6% e 8%, e o ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP), com 4% e 6%.
A pulverização de votos entre esses candidatos da direita é um fator chave. Muitos deles disputam o mesmo eleitorado, o que dificulta a ascensão de um líder isolado. A existência de duas vagas em disputa também abre a possibilidade de que candidatos desse espectro político cresçam em conjunto, explorando a divisão de votos.
Alianças e o segundo voto: estratégias para o Senado
A dinâmica da eleição para o Senado, onde cada eleitor pode votar em dois candidatos diferentes, adiciona uma camada extra de complexidade. O chamado “segundo voto” pode ser direcionado para um nome de outro campo político, o que aumenta a importância de estratégias de aliança e o peso de apoios políticos.
Candidatos e partidos buscam formar “dobradinhas” para compartilhar eleitores, embora o eleitor não seja obrigado a votar em dois nomes da mesma chapa. Figuras como o deputado federal Nikolas Ferreira e o senador Cleitinho Azevedo têm direcionado seus apoiadores, buscando influenciar a segunda escolha dos eleitores.
Marco Antônio, o “Superman” (Novo), com 1% e 2% nas pesquisas, recentemente recebeu o apoio de Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo, indicando um movimento estratégico para tentar capitalizar esses apoios em seu favor.
Candidatos de esquerda e a busca por espaço
No campo mais à esquerda, além da liderança de Marília Campos (PT), a ex-deputada Áurea Carolina (PSol-MG) aparece como a mais bem posicionada, com 2% na Quaest e 3% no Datafolha. A professora Victória Mello Vic (PSTU) completa o grupo com 1% e 2%.
A disputa pelo Senado em Minas Gerais se mostra, portanto, um tabuleiro complexo, onde a fragmentação da direita, a estratégia do segundo voto e a consolidação de apoios políticos definirão os rumos da eleição.













