Dois policiais militares foram presos na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto de 2026, acusados de negociar e fornecer armas de fogo para criminosos. Segundo as investigações, o armamento abastecia tanto a milícia que atua no bairro de Curicica, na Zona Oeste, quanto traficantes do Terceiro Comando Puro.
Como funcionava o esquema de venda de armas investigado pela polícia
A ação contra os agentes foi deflagrada após um trabalho de inteligência que identificou o desvio de material e o repasse direto de armamentos para grupos rivais que disputam territórios na região. A investigação aponta que os acusados usavam a facilidade do cargo para circular sem chamar a atenção das autoridades.
As equipes saíram para cumprir os mandados de prisão logo nas primeiras horas do dia. Os agentes foram encaminhados para a sede da Corregedoria da Polícia Militar, onde prestaram depoimento antes de irem para a unidade prisional da corporação, em Niterói.
Qual era o destino das armas e munições em Curicica?
De acordo com os dados apurados pela Polícia Civil e pela Corregedoria, as armas entregues à milícia de Curicica serviam para reforçar a cobrança de taxas ilegais a moradores e comerciantes da Zona Oeste. O bairro sofre com a disputa constante de espaço entre grupos paramilitares e facções do tráfico de drogas.
Já o material repassado para o Terceiro Comando Puro alimentava o poder de fogo da facção em pontos estratégicos da cidade. A polícia apura se outros integrantes das forças de segurança participavam da mesma rede de fornecimento.
O que diz a Polícia Militar sobre os agentes presos?
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que não tolera desvios de conduta por parte de seus integrantes e que colaborou com a operação para prender os acusados. A corporação instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar, que pode resultar na expulsão dos dois policiais da tropa.
A defesa dos agentes retidos ainda não se pronunciou publicamente. A Polícia Civil pede que a população ajude com informações anônimas pelo Disque Denúncia, no telefone (21) 2253-1177, garantindo o sigilo absoluto do denunciante.
Buscas por suspeitos em Copacabana continuam
Em paralelo às prisões dos militares, a polícia mantém equipes nas ruas à procura de um quinto suspeito envolvido na morte de um ciclista, crime ocorrido no bairro de Copacabana, na Zona Sul. Os investigadores tentam localizar o paradeiro do homem a partir de dados colhidos com testemunhas.
A polícia reforçou o policiamento nas áreas afetadas e pede que os moradores da Zona Oeste relatem qualquer movimentação suspeita nas comunidades de Curicica por meio dos canais oficiais de atendimento.















