PM vai a júri no Rio por morte de jovens após confundir ferramenta com arma

O Policial Militar acusado de atirar e matar dois jovens no Rio de Janeiro vai a júri popular. O agente responde pelo crime após ter confundido uma ferramenta automotiva com uma arma de fogo durante uma abordagem.

O caso, que gerou grande comoção, chega agora à fase decisiva na Justiça do Rio de Janeiro. A acusação sustenta que o agente agiu com desproporcionalidade ao efetuar os disparos contra os ocupantes do veículo.

Julgamento de PM por mortes de jovens no Rio de Janeiro

Segundo as investigações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os jovens estavam no carro quando foram abordados pelos agentes. O policial alegou ter visto um objeto suspeito e imaginou que se tratava de um fuzil ou pistolas, reagindo com disparos.

A perícia realizada no local confirmou que o objeto apontado pelo agente era, na verdade, uma macaca de carro utilizada para trocar pneus. Nenhuma arma de fogo foi encontrada com as vítimas no momento da ação policial.

Como aconteceu a abordagem policial?

A ação ocorreu durante um patrulhamento de rotina na região. Os policiais militares sinalizaram para o veículo parar, e a confusão com a ferramenta levou aos disparos fatais antes mesmo de qualquer checagem detalhada.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou na época que instaurou um procedimento apuratório interno para investigar a conduta dos agentes envolvidos no episódio.

O que diz a defesa do policial militar?

A defesa do agente alega que ele agiu em legítima defesa putativa, quando o indivíduo acredita piamente que está sob ameaça iminente. Os advogados sustentam que a iluminação precária do local contribuiu para o erro de avaliação do policial.

Já o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pede a condenação do acusado por homicídio, argumentando que não houve qualquer disparo ou ameaça real vinda de dentro do veículo das vítimas.

O que acontece agora no Tribunal do Júri?

No júri popular, sete jurados da sociedade civil vão decidir se o policial militar é culpado ou inocente das acusações. O julgamento pode durar todo o dia no TJRJ, com o depoimento de testemunhas de acusação e defesa.

Caso seja condenado, a pena para o crime de homicídio pode ultrapassar 20 anos de reclusão, com perda do cargo público na corporação.

Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

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