PM suspeito de feminicídio em Maricá já tinha histórico de agressões contra a vítima, segundo a polícia. Caso aconteceu na cidade de Maricá, RJ.
Um PM suspeito de feminicídio em Maricá foi apontado pela Polícia Civil como autor da morte de Shayene Araújo Alves dos Santos, de 27 anos. A jovem foi baleada na nuca dentro da casa onde morava com o sargento Renato Cesar Guimarães Pina, na Região Metropolitana do Rio. Apesar de inicialmente alegar que a morte teria sido acidental, o policial foi preso em flagrante após contradições no depoimento e análises periciais.
Segundo a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), Renato já tinha um histórico de violência contra Shayene. Imagens registradas em 2024 mostram o sargento agredindo a vítima com um tapa e, em seguida, apontando uma arma de fogo para sua cabeça. Testemunhas também confirmaram que ameaças e agressões eram recorrentes no relacionamento. Esse histórico de violência acabou culminando nesse crime de feminicídio, declarou o delegado Willians Batista.
Shayene deixou dois filhos, um bebê de sete meses, fruto do relacionamento com o PM, e outro de nove anos, de uma união anterior. Os dois estavam na residência no momento do disparo. Após o crime, o sargento levou a companheira ao Hospital Municipal Che Guevara, mas ela não resistiu aos ferimentos.
A pistola utilizada foi apreendida, e o militar foi encaminhado para a Unidade Prisional da Polícia Militar, no Rio. A corporação afirmou repudiar o crime e informou que abriu um Inquérito Policial Militar, que poderá resultar na exclusão do sargento. Já a Prefeitura de Maricá, onde ele trabalhava cedido ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), declarou que colabora com as investigações e reforçou sua posição de repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher.
O policial aguarda audiência de custódia, na qual a Justiça decidirá se ele permanecerá preso preventivamente ou responderá em liberdade.














