A Polícia Militar desarticulou uma oficina clandestina usada para clonar motos roubadas e prendeu um homem de 25 anos na noite de quinta-feira, no bairro Jardim Olavo Bilac, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
O flagrante foi realizado por agentes do 15º BPM durante apurações de campo para combater o roubo e furto de veículos na região. O local servia de base para maquiar os veículos e revendê-los na internet.
Esquema rápido de clonagem abastecia anúncios na internet
Dentro da garagem clandestina localizada no Jardim Olavo Bilac, os policiais militares encontraram uma estrutura montada exclusivamente para dar aparência legal a veículos de origem criminosa. No local, havia uma motocicleta já clonada, diversas placas veiculares sem gravação no padrão Mercosul e um aparelho bloqueador de sinal, aparelho popularmente conhecido como jammer, usado para neutralizar localizadores e rastreadores instalados pelos donos originais.
De acordo com os agentes que participaram da ação, as placas virgens serviam para estampar combinações falsas idênticas às de motos regulares em circulação. O esquema operava com rapidez para não deixar pistas. Assim que a numeração era adulterada, os suspeitos anunciavam os veículos em grupos de mensagens por aplicativo e sites de comércio virtual com valores bem abaixo da média do mercado.
A investigação preliminar aponta que a movimentação do espaço era diária. As motos chegavam, passavam pela troca das placas e tinham a documentação forjada para venda imediata. Em muitos casos, os veículos eram negociados e entregues aos compradores no mesmo dia do anúncio, dificultando o rastreamento tanto pelas vítimas quanto pelas forças de segurança da Baixada Fluminense.
O homem preso no imóvel foi identificado como Omir Daniel Peçanha de Carvalho, de 25 anos. Segundo a polícia, ele já tem pelo menos quatro registros anteriores na Justiça por envolvimento em ocorrências de furto. Todo o material apreendido e o preso foram levados para a central de flagrantes da 59ª DP (Duque de Caxias), responsável pelas investigações.
O que já se sabe sobre a investigação
O trabalho do 15º Batalhão de Polícia Militar começou a partir do levantamento de denúncias sobre um aumento nos registros de roubo de motocicletas em vias de grande circulação de Duque de Caxias. A suspeita é de que o local funcionasse como um braço operacional de uma rede maior, responsável por encomendar os assaltos nas ruas do município e nos arredores.
A Polícia Civil agora apura a origem das placas virgens encontradas no imóvel. Esse modelo no padrão Mercosul exige controle de fabricação e distribuição, e os investigadores tentam identificar de onde partiram os insumos usados na fraude. A equipe da 59ª DP também vai analisar aparelhos celulares apreendidos para identificar quem comprava os veículos e se outros integrantes participavam da negociação digital.
Como fica a rotina da região
O bairro Jardim Olavo Bilac é uma área residencial e comercial movimentada de Duque de Caxias, vizinha a vias estratégicas como a Rodovia Washington Luís (BR-040). A operação policial chamou a atenção de quem passava pelas ruas locais durante a noite, mas o trânsito e o funcionamento dos comércios seguiram normalmente ao longo do dia seguinte.
Segundo o comando do 15º BPM, as rondas ostensivas e os pontos de bloqueio para abordagem de motociclistas continuam reforçados nos principais acessos do município. A medida busca fechar rotas de fuga utilizadas por assaltantes e recuperar mais veículos subtraídos na Baixada Fluminense.
O que fazer se você foi vítima de roubo ou furto de veículo
Quem teve a moto levada por criminosos deve comunicar o caso imediatamente para facilitar o cerco tático das viaturas na rua. O primeiro passo é ligar para a Central 190 da Polícia Militar informando placa, modelo, cor e a última localização visualizada pelo aplicativo de rastreador, se houver.
Em seguida, é fundamental comparecer à delegacia mais próxima ou utilizar a Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para registrar o boletim de ocorrência. Em Duque de Caxias, a unidade central de atendimento é a 59ª DP, localizada na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, número 1.097, no bairro 25 de Agosto. Ter o registro em mãos é indispensável para contestar multas geradas por clonagem e para acionar seguradoras.
Como denunciar depósitos e oficinas suspeitas
A população pode ajudar as forças de segurança a identificar outros desmanches ou pontos de guarda de peças ilegais. O Disque Denúncia do Rio recebe informações pelo telefone ou WhatsApp no número (21) 2253-1177. A ligação é gratuita, anônima e o atendimento funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Não é preciso se identificar nem fornecer detalhes pessoais. Relatos sobre movimentações incomuns de veículos em garagens residenciais, barulho frequente de ferramentas durante a noite ou comercialização suspeita de peças usadas auxiliam diretamente na montagem de operações policiais.















