Morte de mulher em Nova Iguaçu tem versão de marido sob apuração

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher ocorrida no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após o próprio companheiro da vítima apresentar uma versão controversa para o caso aos agentes de segurança.

Segundo os primeiros relatos prestados na delegacia, o homem afirmou que a companheira teria se esfaqueado sozinha durante um desentendimento. A explicação gerou suspeitas imediatas e mobilizou equipes de perícia para esclarecer a dinâmica do fato.

Investigação apura circunstâncias de morte violenta em Nova Iguaçu

O caso está sob responsabilidade dos agentes que atuam na apuração de crimes contra a vida na Baixada Fluminense. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli realizaram o levantamento técnico no imóvel onde o corpo foi localizado, buscando vestígios de sangue, marcas de luta corporal e a trajetória dos ferimentos causados pela lâmina.

A perícia necropapiloscópica e o exame de necropsia, conduzidos pelo Instituto Médico Legal, serão determinantes para apontar se a posição dos golpes e a força empregada são compatíveis com autolesão ou se configuram homicídio. Os agentes buscam identificar se havia histórico de agressões anteriores ou chamados recentes para a residência do casal.

Vizinhos e parentes começaram a ser ouvidos na unidade policial para traçar a rotina dos dois. Testemunhas relataram ter ouvido discussões antes da chegada do socorro e da viatura policial, elemento que foi anexado ao inquérito em andamento.

O que já se sabe sobre a apuração

Até o momento, a versão do marido é tratada como linha de defesa sob verificação minuciosa. Nenhum mandado de prisão preventiva havia sido confirmado nas primeiras horas após o fato, dependendo diretamente do laudo cadavérico preliminar emitido pelos legistas.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu, localizado no bairro Posse, para a realização dos exames obrigatórios. A arma utilizada, uma faca de cozinha, foi recolhida pela equipe de perícia e passará por análise de impressões digitais e material genético.

A investigação também verifica se a mulher possuía alguma medida protetiva ativa ou se já havia feito registros de violência doméstica na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da região. Caso comprovada a ação criminosa, o episódio passa a ser tratado formalmente como feminicídio consumado.

Quem responde pelo caso

A investigação principal fica a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, situada na Avenida Bernardino de Melo, número 1150, no bairro Moquetá, em Nova Iguaçu. O policiamento ostensivo na área é de responsabilidade do vigésimo Batalhão de Polícia Militar, sediado no município de Mesquita e que atende a malha urbana iguaçuana.

A Polícia Militar informou que foi acionada para verificar uma ocorrência de ferimento por arma branca e, ao chegar ao endereço, encontrou a vítima já sem vida. A área foi isolada imediatamente até a conclusão dos trabalhos da perícia civil.

Os agentes continuam em diligências em busca de imagens de câmeras de segurança instaladas em imóveis vizinhos, que possam comprovar entradas e saídas do local no intervalo estimado do óbito.

Como denunciar casos de violência na região

Informações que ajudem a esclarecer as circunstâncias desta ocorrência ou que envolvam suspeitas de crimes na região podem ser repassadas anonimamente ao Disque Denúncia do Rio de Janeiro. O serviço funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, com garantia absoluta de sigilo.

Quem tiver dados adicionais pode ainda utilizar o aplicativo oficial do Disque Denúncia RJ ou o canal de atendimento por mensagem de WhatsApp no número (21) 99973-1177. As informações chegam diretamente à equipe de análise e são encaminhadas à delegacia titular.

Para emergências em andamento, como agressões físicas em curso ou ameaças iminentes, a população deve ligar imediatamente para o telefone de emergência 190 da Polícia Militar, com atendimento contínuo em todo o estado.

O que fazer se você foi vítima de violência doméstica

Mulheres que enfrentam situações de ameaça ou violência na Baixada Fluminense podem buscar atendimento direto na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu, que atende 24 horas na Rua Getúlio Vargas, número 83, no Centro.

Para solicitar atendimento, é necessário comparecer ao local portando documento de identidade, comprovante de residência e, se houver, mensagens, fotos ou testemunhas que ajudem a comprovar a situação relatada. A vítima pode requerer na hora medidas protetivas de urgência, que incluem o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato.

Além da estrutura presencial, o Governo Federal disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher através do telefone 180, que presta orientação gratuita sobre direitos, locais de abrigo e suporte psicológico em qualquer dia da semana.

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