A Polícia Federal prendeu Andreza Ramires em um condomínio fechado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A mulher estava foragida e tem condenação definitiva de 16 anos de prisão por estelionato pela Justiça de São Paulo.
Prisão de foragida encerra vida de luxo falsa na Zona Oeste
A captura aconteceu na noite de quinta-feira, dia 22 de outubro, após monitoramento do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu. Os agentes monitoravam a rotina da mulher, que vivia em uma área nobre da Zona Oeste carioca sem levantar suspeitas entre vizinhos.
Andreza já tinha uma condenação transitada em julgado no estado de São Paulo, o que significa que não cabiam mais recursos contra a sentença. Mesmo procurada pela Justiça paulista, ela mantinha perfis ativos na internet exibindo viagens, rotinas de academia de alto padrão e produtos caros.
Nas redes sociais, a mulher se apresentava como nutricionista, farmacêutica e dona de títulos acadêmicos avançados, incluindo mestrado e doutorado. No entanto, checagens oficiais apontaram que ela não possuía registro ativo nos conselhos de classe dessas áreas. Andreza já acumulava histórico criminal por exercício ilegal da profissão antes dessa captura federal.
O que já se sabe sobre o caso e as investigações
A prisão federal ocorreu poucos dias após outra ação policial envolvendo o casal. No dia 13 de outubro, policiais civis abordaram Andreza e seu companheiro, Everton Barreto, também no Recreio dos Bandeirantes. Os dois eram investigados por circular na região com dois veículos importados com placas e sinais identificadores adulterados.
Naquela primeira ação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Everton acabou preso em flagrante e também em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele igualmente possui condenação a 16 anos de reclusão por crimes de estelionato. Andreza chegou a ser ouvida na ocasião e foi liberada por não constar, naquele momento, a ordem imediata de captura no sistema local.
A Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu aprofundou a busca e confirmou a pendência do mandado definitivo expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Nove dias depois da primeira abordagem, os agentes federais cercaram a residência e cumpriram a ordem de prisão sem chance de fuga.
Quem responde por isso e próximos passos
Após ser localizada no Recreio dos Bandeirantes, Andreza foi levada diretamente para a sede da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na unidade policial, os agentes cumpriram todas as formalidades legais e comunicaram a captura à 2ª Vara de Execuções Penais.
Em seguida, a mulher seguiu para o Instituto Médico-Legal para realização de exame de corpo de delito. Logo depois, ela foi transferida para o sistema prisional do Estado do Rio de Janeiro, em Benfica, onde aguardará os trâmites para a transferência definitiva ao sistema penitenciário de São Paulo, onde sua pena deve ser executada integralmente.
O que fazer se você foi vítima de estelionato
Quem desconfia de prestadores de serviços de saúde ou de falsos profissionais deve sempre verificar o registro de classe antes de fechar qualquer contrato ou realizar pagamentos. Os portais do Conselho Regional de Nutricionistas e do Conselho Regional de Farmácia oferecem consulta pública e gratuita pelo número do CPF ou nome completo.
Caso tenha sido vítima de cobranças indevidas, venda de planos fraudulentos ou serviços irregulares, o cidadão pode procurar a delegacia de polícia mais próxima. No Estado do Rio de Janeiro, a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil permite o registro online de casos de estelionato pelo site oficial (dedic.pcerj.rj.gov.br), sem necessidade de deslocamento imediato.
Para formalizar a queixa, é fundamental reunir comprovantes de transferência bancária, conversas de aplicativos de mensagem, anúncios de redes sociais e contratos assinados. Esses documentos facilitam a identificação dos recebedores dos valores e ajudam a Justiça a bloquear contas usadas por golpistas.
Como denunciar foragidos e atividades suspeitas
A população pode ajudar as forças de segurança informando o paradeiro de foragidos da Justiça ou movimentações de quadrilhas de forma totalmente anônima. O principal canal de cooperação no estado é o Disque Denúncia do Rio de Janeiro, que atende 24 horas por dia.
- Telefone do Disque Denúncia: (21) 2253-1177
- Atendimento via WhatsApp com sigilo garantido: (21) 2253-1177
- Aplicativo móvel: “Disque Denúncia RJ”, disponível gratuitamente para celular
O sigilo é absoluto e não exige identificação pessoal em nenhum momento do atendimento. As informações recebidas são repassadas diretamente aos setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal para checagem em campo.















