A Polícia Militar realiza operações na Baixada Fluminense e nas zonas Norte e Oeste do Rio na manhã desta segunda-feira. As ações mobilizam três batalhões para desobstruir ruas e combater roubos em Duque de Caxias e comunidades cariocas.
Ações da PM miram barricadas e roubo de cargas
As incursões começaram no início da manhã e atingem pontos estratégicos usados pelo crime organizado para bloquear o trânsito de moradores e prestadores de serviços. No Complexo do Chapadão, na Zona Norte, equipes do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá) executam a operação Barricada Zero. A prioridade dos agentes é retirar trilhos, troncos e pedras colocados em vias públicas, além de recuperar veículos e conter o roubo de cargas na região.
Na Baixada Fluminense, a presença policial se concentra no município de Duque de Caxias. Homens do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) entraram com veículos blindados nas comunidades da Mangueirinha e do Santuário. A movimentação intensa de viaturas altera o cotidiano de quem precisa sair para trabalhar ou levar os filhos para a escola.
Já na Zona Oeste, a operação é conduzida pelo 31º Batalhão de Polícia Militar (Recreio dos Bandeirantes). Os policiais atuam nas comunidades César Maia, Coroado, Fontela e Pombo Sem Asa, na região de Vargem Pequena. Até a última atualização divulgada pela corporação, não havia registro de presos ou apreensões de armas e drogas nas três frentes de atuação.
Como fica a rotina nas regiões com operações
Moradores das áreas afetadas devem redobrar a atenção ao circular pelas ruas principais e acessos das comunidades. A presença de veículos pesados da polícia, como os blindados em Caxias e no Chapadão, costuma provocar lentidão e desvios temporários de vans e linhas de ônibus que passam pelas imediações.
Comerciantes locais costumam baixar as portas durante a passagem das patrulhas para garantir a segurança de funcionários e clientes. Caso encontre ruas interditadas por entulho ou barreiras em remoção, a recomendação das autoridades é não tentar furar o bloqueio por conta própria e aguardar as instruções das equipes no local.
Pais e responsáveis devem acompanhar os avisos emitidos pela Secretaria Municipal de Educação do Rio e pelas secretarias municipais da Baixada. Até o momento, as pastas não divulgaram balanço formal de unidades escolares que precisaram fechar ou adotar atendimento remoto por conta das operações matinais.
O que já se sabe sobre a apuração
A Polícia Militar informou que as operações fazem parte do cronograma de patrulhamento e combate ao avanço de facções criminosas sobre vias públicas. As ações nas três regiões foram deflagradas de forma simultânea nas primeiras horas do dia.
No Complexo do Chapadão, as equipes utilizam máquinas para retirar estruturas de ferro e concreto fincadas no asfalto. Segundo dados preliminares, as vias internas da comunidade vinham sendo fechadas para impedir o acesso da polícia e facilitar o transbordo de cargas roubadas na Avenida Brasil e na Rodovia Presidente Dutra.
Em Caxias e em Vargem Pequena, o policiamento busca localizar pontos de venda de drogas e esconderijos de suspeitos. A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que novos balanços com balanço de materiais apreendidos serão divulgados ao longo do dia conforme as equipes retornarem às bases dos batalhões.
Como denunciar movimentações suspeitas
Quem tiver informações sobre depósitos de cargas roubadas, esconderijo de armas ou localização de barricadas pode colaborar de forma totalmente anônima com as forças de segurança. A colaboração dos moradores é fundamental para que as equipes identifiquem pontos críticos sem expor as famílias que vivem nos bairros.
O Disque Denúncia do Rio funciona 24 horas por dia pelo telefone (21) 2253-1177, com garantia de sigilo absoluto. Não é necessário se identificar nem passar dados pessoais para registrar o relato.
Para situações de emergência que estejam acontecendo naquele exato momento, a Polícia Militar deve ser acionada diretamente pelo telefone 190. Moradores também podem utilizar o aplicativo oficial 190RJ, disponível para celulares, para pedir socorro e enviar alertas imediatos de socorro à corporação.














