Uma dentista procurou a Polícia Civil do Estado de São Paulo para denunciar um crime de importunação sexual cometido dentro de uma academia na Zona Sul da capital paulista. O caso aconteceu durante o treino da vítima, que flagrou um aluno se masturbando no local.
A profissional relatou aos policiais que percebeu a atitude do suspeito enquanto realizava seus exercícios regulares na unidade. Assustada e revoltada com a situação, ela buscou a direção do estabelecimento e em seguida compareceu à delegacia para registrar a ocorrência formal.
Dentista relata importunação sexual durante treino em academia
Segundo o relato apresentado pela vítima às autoridades, o homem praticava atos libidinosos sem nenhum constrangimento enquanto a observava. A dentista afirmou que confrontou a situação e acionou imediatamente os responsáveis pelo espaço esportivo para que medidas fossem adotadas de forma rápida.
O crime de importunação sexual foi registrado e passou a ser apurado pelos investigadores. Imagens das câmeras de monitoramento do circuito interno da academia devem ser recolhidas para identificar formalmente o suspeito e comprovar a sequência dos fatos descritos no boletim.
Episódios de assédio dentro de ambientes fechados voltados à prática de atividades físicas geram medo constante entre frequentadoras. Casos desse tipo reforçam a urgência de respostas imediatas por parte dos estabelecimentos comerciais para garantir a integridade de clientes e colaboradoras.
O que já se sabe sobre o caso
A denúncia foi oficializada perante a Polícia Civil, que instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias do ocorrido na Zona Sul. A vítima prestou depoimento detalhado e forneceu as informações iniciais sobre o comportamento e as características do agressor.
Até o momento, a direção da academia não teve posicionamento oficial divulgado sobre eventuais punições administrativas, como a expulsão definitiva do aluno envolvido. A polícia apura se outros episódios semelhantes aconteceram no mesmo endereço sem que as vítimas tenham registrado queixa formal.
A legislação brasileira tipifica a importunação sexual pela Lei Federal 13.718/2018. O texto legal prevê pena de 1 a 5 anos de reclusão para quem praticar ato libidinoso contra alguém e sem a sua anuência, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.
O que fazer se você foi vítima de importunação
Quem passa por uma situação de assédio ou importunação sexual em estabelecimentos comerciais precisa agir de maneira coordenada para garantir provas do crime. O primeiro passo é avisar funcionários e a gerência do local na mesma hora, exigindo a preservação imediata das gravações de segurança:
- Acione a polícia imediatamente: Em caso de flagrante ou ameaça iminente, ligue para a Polícia Militar pelo telefone 190 para que uma viatura compareça ao endereço.
- Guarde informações de testemunhas: Anote nomes, números de telefone e contatos de outras pessoas presentes que tenham presenciado o ato ou notado a reação da vítima.
- Exija o registro interno: Peça à empresa um protocolo formal do comunicado feito à administração ou o envio de um e-mail confirmando o relato.
- Procure uma delegacia: Registre o Boletim de Ocorrência em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia de polícia do bairro onde o fato ocorreu. O boletim também pode ser iniciado pela Delegacia Eletrônica na internet.
Como denunciar casos de assédio e violência contra a mulher
A denúncia formal é essencial para retirar agressores de circulação e combater a impunidade em espaços públicos e privados. Diversos canais de atendimento funcionam de forma contínua e gratuita para orientar e receber informações da população:
- Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): Canal gratuito nacional que orienta vítimas, acolhe queixas e encaminha denúncias para os órgãos de segurança competentes. Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
- Disque Denúncia: No estado de São Paulo, informações anônimas sobre paradeiro de autores de crimes podem ser repassadas pelo telefone 181. Não é necessário se identificar.
- Polícia Militar: Telefone 190 para ocorrências em andamento e pedidos de socorro imediato.
- Defensoria Pública: Órgão que garante assistência jurídica integral e gratuita para mulheres vítimas de violência sexual e de gênero sem condições financeiras de contratar advogados particulares.
O caso segue em andamento na delegacia responsável pela região da Zona Sul da capital paulista. Novas informações devem ser divulgadas após a análise pericial das imagens e a conclusão das oitivas com testemunhas e com o investigado.














