O policial militar acusado de matar o policial penal Leonardo Figueiredo da Silva se entregou à Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro. O crime aconteceu em agosto em um quiosque na orla do Recreio dos Bandeirantes.
O agente da PM, lotado no 12º BPM (Niterói), apresentou-se espontaneamente no último sábado após a Justiça expedir o mandado de prisão preventiva. Em seguida, ele foi encaminhado para a 23ª DP (Méier) para o cumprimento da ordem judicial.
Prisão do acusado e andamento do caso no Recreio
O homicídio ocorreu no dia 17 de agosto no quiosque Mirroah Deck Bar, localizado na Avenida Lúcio Costa, na Zona Oeste carioca. Os dois agentes de segurança estavam no local quando se envolveram em uma forte discussão.
Na versão apresentada pelo policial militar à Polícia Civil, ele alega que foi agredido fisicamente e que o policial penal teria atirado primeiro. O PM afirmou ter reagido aos disparos para se defender, atingindo Leonardo, que nao resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram chamados para atender a ocorrência e já encontraram a vítima sem vida. A área foi isolada para o trabalho de peritos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Como está a investigação na Delegacia de Homicídios
Logo após o crime, o militar se apresentou na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca. Ele prestou depoimento inicial, alegou legítima defesa e acabou liberado para responder em liberdade durante o início das apurações.
Com o avanço dos trabalhos e a coleta de provas, a Justiça atendeu ao pedido da Polícia Civil e expediu o mandado de prisão contra o PM. Sabendo da ordem judicial, o acusado procurou a Corregedoria da PM para se entregar de forma voluntária.
A DHC segue à frente das investigações para esclarecer a dinâmica exata da briga. Os agentes analisam imagens de câmeras de segurança do quiosque e ouvem testemunhas que estavam na Avenida Lúcio Costa na hora dos tiros.
O que já se sabe sobre o crime na orla
O caso chocou frequentadores da praia do Recreio por envolver dois profissionais da segurança pública do estado. Veja a linha do tempo do caso até o momento:
- 17 de agosto: Discussão entre o PM e o policial penal Leonardo Figueiredo termina em tiroteio e morte no quiosque Mirroah Deck Bar.
- Primeiro depoimento: O PM vai à DHC, alega ter sofrido agressão e atirado para se defender, sendo liberado na ocasião.
- 4 de outubro: A Justiça expede o mandado de prisão preventiva contra o acusado.
- 5 de outubro: O PM se entrega na Corregedoria da Polícia Militar e é levado para a 23ª DP (Méier).
Como fica o funcionamento do comércio na região
O quiosque na Avenida Lúcio Costa e os estabelecimentos vizinhos na orla do Recreio funcionam normalmente. O isolamento do local do crime durou apenas o tempo necessário para o trabalho da perícia no dia do ocorrido.
A Polícia Militar informou que o policiamento ostensivo feito pelo 31º BPM na orla do Recreio dos Bandeirantes segue com patrulhamento rotineiro de carro e de moto para garantir a segurança de moradores e turistas.
Como denunciar e colaborar com a polícia
Quem presenciou a briga no quiosque do Recreio ou tem informações que possam ajudar o trabalho da Delegacia de Homicídios pode colaborar de forma totalmente anônima.
O Disque Denúncia do Rio de Janeiro atende pelo telefone (21) 2253-1177, com serviço disponível 24 horas por dia. Também é possível enviar informações e vídeos pelo aplicativo ou pelo site oficial do órgão. O sigilo do denunciante é garantido por lei.
O que fazer se você presenciar um tiroteio
Em situações de disparo de arma de fogo em locais públicos, como quiosques e praias, a recomendação das autoridades é buscar abrigo imediatamente atrás de barreiras sólidas, como muros ou muretas de concreto. Evite se expor para filmar e ligue para o 190 assim que estiver em local seguro.















