Pizzaiolo baleado por PM continua em estado grave em Niterói

O pizzaiolo baleado durante uma intervenção da Polícia Militar em Niterói continua internado em estado grave nesta semana. O trabalhador deu entrada na unidade de saúde logo após ser atingido no local de trabalho e passou por procedimentos cirúrgicos de emergência.

Segundo relatos de familiares e testemunhas que estavam no local, o rapaz trabalhava normalmente quando os disparos aconteceram. A família cobra esclarecimentos rápidos sobre as circunstâncias em que o tiro foi disparado e pede justiça pela violência sofrida pelo jovem trabalhador.

Situação de saúde do pizzaiolo inspira cuidados médicos intensivos

A equipe médica responsável pelo atendimento do rapaz informou que seu quadro de saúde ainda é considerado delicado e requer vigilância constante na Unidade de Terapia Intensiva. Ele passou por cirurgias para estancar sangramentos e reparar os danos causados pelos projéteis de arma de fogo.

Parentes do jovem acompanham a rotina no hospital desde o dia do ocorrido e pedem orações da comunidade. Amigos do comércio local onde ele atuava expressaram indignação com a violência da abordagem na região, ressaltando que o rapaz é um trabalhador exemplar e sem qualquer ligação com atividades criminosas.

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que instaurou um procedimento apuratório para averiguar as circunstâncias da ação. As armas dos agentes envolvidos no episódio foram recolhidas e encaminhadas para a perícia técnica da Polícia Civil, que também investiga o caso por meio da delegacia da área.

Como fica a região

O clima no bairro onde o ataque ocorreu permanece tenso após o episódio. Moradores e comerciantes locais relatam medo de novas operações e pedem que o policiamento na região seja revisto para evitar que pessoas inocentes fiquem no meio do fogo cruzado durante o expediente de trabalho.

O transporte público na região funciona sem interrupções operacionais no momento, mas as vans e linhas de ônibus locais circulam com atenção reforçada. O comércio do bairro mantém as portas abertas, porém os moradores evitam circular pelas ruas no período da noite por conta do receio de novos confrontos.

Como denunciar abusos ou prestar informações

A população pode colaborar com as investigações prestadas sobre excessos policiais ou detalhes de crimes na região de forma totalmente anônima. As informações ajudam as autoridades a esclarecer os fatos com mais rapidez e transparência.

  • Disque Denúncia: Telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia e garantia de sigilo absoluto.
  • WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177.
  • Ouvidoria da Polícia Militar: Telefone (21) 2332-6197 ou pelo e-mail ouvidoria@pm.rj.gov.br para registrar condutas inadequadas de agentes.
  • Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro: Atendimento pelo telefone 129 para auxílio jurídico gratuito a vítimas de violência policial.

O que fazer se você for vítima ou testemunha de violência policial

Quem presenciar ou for vítima de abusos durante operações e abordagens deve tomar medidas imediatas para garantir a produção de provas e o resguardo dos seus direitos garantidos pela lei brasileira.

  • Registro de Ocorrência: Procure a delegacia de Polícia Civil mais próxima ou acesse o portal da Delegacia Online (dedic.pcerj.rj.gov.br) para efetuar o boletim de ocorrência.
  • Preservação de Provas: Anote horários, nomes de ruas, identificação das viaturas (números na lataria) e a farda dos policiais envolvidos. Fotos e vídeos feitos à distância ajudam nas investigações.
  • Exame de Corpo de Delito: Em caso de agressão física, dirija-se ao Instituto Médico Legal (IML) após efetuar o registro na delegacia para a realização do laudo pericial oficial.
  • Procurar o Ministério Público: O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também recebe denúncias de abusos cometidos por agentes de segurança pública.

Quem responde por isso

A investigação criminal sobre o disparo que atingiu o pizzaiolo está sob a responsabilidade da 76ª DP (Niterói), unidade da Polícia Civil que instaurou inquérito para ouvir as testemunhas e os policiais militares envolvidos no caso.

Paralelamente, a Corregedoria Geral da Polícia Militar acompanha o Inquérito Policial Militar (IPM) instaurado para apurar a conduta dos agentes na esfera disciplinar. A Defensoria Pública do Estado também foi acionada pelos familiares da vítima para prestar todo o suporte jurídico necessário durante o andamento dos procedimentos formais.

Foto: Agenda do Poder

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