Pix movimenta R$ 15 trilhões no 1º semestre de 2025 e reforça liderança nos meios de pagamento

Pix Automático

O Pix movimenta R$ 15 trilhões no primeiro semestre de 2025, consolidando-se como o principal meio de pagamento no Brasil. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC), o sistema foi responsável por 36,9 bilhões de operações entre janeiro e junho, o que representa um aumento de 27,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

No total, os brasileiros realizaram 72,5 bilhões de transações financeiras, movimentando R$ 59,7 trilhões. Com isso, o Pix respondeu por 50,9% de todas as operações de pagamento do país no período.

O relatório do BC mostra que o Pix Saque também teve crescimento expressivo: foram 7,7 milhões de transações, um avanço de 36,2%. Em contrapartida, os saques tradicionais registraram queda de 12,7%, evidenciando a preferência dos brasileiros por pagamentos digitais e instantâneos.

O uso do Pix é mais frequente em transferências entre pessoas físicas (45%) e em operações entre consumidores e empresas (42,1%). Transações entre empresas representam 12,5% e, entre entes públicos, apenas 0,4%.

Os cartões de crédito continuam relevantes no mercado, com crescimento de 9,7% nas transações e 243 milhões de unidades ativas no país. Já os cartões pré-pagos aumentaram 8,9%, enquanto o débito manteve estabilidade. A modalidade por aproximação continua em alta, representando 63,2% das transações com cartões pré-pagos e quase metade das operações com crédito e débito.

Mesmo com a expansão do Pix, as transferências via TED ainda concentram o maior volume financeiro, com 37,1% do total movimentado, seguidas pelo Pix, com 26,5%. Os boletos cresceram 4,6%, enquanto os cheques continuam em declínio, representando apenas 0,6% do total.

O Banco Central também observou que as tarifas médias de intercâmbio cobradas dos lojistas se mantêm estáveis, enquanto as taxas de desconto recuaram, reforçando a competitividade dos meios eletrônicos de pagamento.

Os dados confirmam uma transformação no comportamento financeiro dos brasileiros, que têm substituído o dinheiro físico por alternativas digitais, mais rápidas e seguras, consolidando o Pix como o pilar central da nova economia de pagamentos do país.

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