Uma pichação com frases racistas e homofóbicas em uma escola do Rio de Janeiro se tornou caso de polícia e gerou grande preocupação entre alunos e pais. O episódio ocorreu no Instituto de Educação Sarah Kubitschek, em Campo Grande, na Zona Oeste, onde adolescentes escreveram frases de ódio no banheiro masculino na última sexta-feira (29).
Na parede, os autores picharam a frase “Todo gay, macumbeiro e preto tem que morrer” e ainda desenharam uma suástica em tinta vermelha, símbolo associado ao nazismo. O caso veio à tona após um estudante, temendo pela própria segurança, contar à mãe o que havia presenciado.
A família procurou a direção da unidade na terça-feira (2) para cobrar providências. Segundo relato da mãe, a escola informou que os alunos responsáveis foram identificados pelas câmeras de segurança e que o Conselho Tutelar e os pais já haviam sido acionados. Eles informaram que estariam acompanhando esse procedimento junto ao Conselho Tutelar, e qualquer novidade iriam informar. Mas não falaram mais nada, nem sobre suspensão desses jovens, disse.
A ausência de respostas formais aumentou a preocupação da família, já que o estudante é negro, bissexual e praticante de religião de matriz africana. São coisas graves, principalmente porque a gente vê as notícias a respeito desses crimes de ódio. Eu estou bem insegura de permitir que ele vá à escola, declarou a mãe.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro repudiou o ato e afirmou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas. O episódio foi incluído no Registro de Violência Escolar (RVE) e, segundo o órgão, ações pedagógicas e de conscientização estão sendo realizadas com os alunos.
A Polícia Civil registrou o caso na 35ª DP (Campo Grande) e informou que as investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades e aplicar as medidas cabíveis.














