Agentes da Polícia Federal apreenderam dois fuzis de calibre 7,62 mm em uma loja autorizada de armas em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O armamento de alto poder de destruição foi comprado com documentos falsos através do sistema de registro para CACs.
A ação realizada nesta terça-feira é um desdobramento da Operação Polaridade, comandada por policiais da Delegacia de Polícia Federal em Niterói. O objetivo da equipe é desarticular uma quadrilha especializada em fraudar o Sistema Nacional de Armas para esquentar armamento pesado que deveria ir apenas para atiradores cadastrados.
Esquema usava documentos falsos para liberar armas pesadas na Baixada
As investigações apontam que a loja credenciada vendia o armamento após a aprovação de processos administrativos baseados em papéis adulterados. Os fuzis calibre 7,62 mm, que têm alta capacidade de perfuração e uso restrito em diversas situações, ficavam estocados no estabelecimento prontos para entrega aos compradores ilegais.
Esta nova fase busca entender exatamente como os documentos falsificados passavam pelo sistema de controle e quem eram os verdadeiros destinatários dessas armas. A Polícia Federal tenta descobrir se o armamento apreendido na Baixada Fluminense tinha como destino final as meias-noites do crime organizado que atua em comunidades da região.
A primeira etapa da Operação Polaridade ocorreu no início de setembro, quando os federais saíram às ruas para cumprir 20 mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão. Na ocasião, as equipes atuaram em diferentes municípios do Estado do Rio de Janeiro e também na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo.
Como fica a região de São João de Meriti
A movimentação das viaturas da Polícia Federal no centro comercial de São João de Meriti chamou a atenção de quem passava pelo local logo no início da manhã. Apesar da presença ostensiva dos agentes federais na loja de armas, não houve confronto nem interdição de vias públicas ao longo do dia.
O comércio da região funcionou normalmente e as linhas de ônibus que cortam o município operaram sem desvios. A segurança na área segue reforçada por equipes locais enquanto os desdobramentos da operação ocorrem na sede da PF.
O que já se sabe sobre a Operação Polaridade
A Polícia Federal confirmou que as investigações continuam abertas para identificar outros envolvidos na fraude, incluindo servidores ou despachantes que possam ter facilitado a aprovação dos registros falsos. O material recolhido na loja de armas em São João de Meriti passou por perícia técnica antes de ser acautelado.
Os responsáveis pela loja autorizada prestaram depoimento para esclarecer como receberam a documentação fraudada. Até o momento, os nomes dos alvos e do estabelecimento comercial não foram divulgados oficialmente para não atrapalhar as próximas etapas do processo sigiloso.
Como denunciar fraudes e armas ilegais
A população de São João de Meriti e de toda a Baixada Fluminense pode ajudar as autoridades a combater a circulação de armas ilegais e esquemas de fraude sem precisar se identificar. A Polícia Federal e as forças estaduais de segurança mantêm canais diretos para o recebimento de informações anônimas.
- Disque Denúncia do Rio de Janeiro: Atendimento pelo telefone (21) 2253-1177, com serviço disponível 24 horas por dia.
- WhatsApp do Disque Denúncia: Envio de mensagens, fotos e vídeos pelo número (21) 2253-1177.
- Delegacia de Polícia Federal em Niterói: Unidade responsável pela Operação Polaridade, localizada na Avenida Visconde do Rio Branco, número 643, no Centro de Niterói. O telefone de contato direto é (21) 3034-9000.
- Aplicativo Disque Denúncia RJ: Disponível gratuitamente para telefones com sistema Android e iOS, garantindo o anonimato absoluto do denunciante.
Quem responde por isso
O caso está sob a responsabilidade direta da Delegacia de Polícia Federal em Niterói (DPF/NRI), que coordena os inquéritos da Operação Polaridade. O controle de armas e a fiscalização do sistema Sinarm são de competência da própria Polícia Federal em cooperação com o Exército Brasileiro.
Os envolvidos no esquema podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, comércio ilegal de arma de fogo e organização criminosa. A PF informou que novas operações podem acontecer nos próximos dias na Baixada Fluminense se ficarem comprovadas mais irregularidades em outros estabelecimentos credenciados.















