O Defeso do Camarão no Estado do Rio de Janeiro será encerrado na próxima quarta-feira (30), após três meses de restrição à pesca das espécies rosa, branco e sete-barbas. A medida, que visa preservar o equilíbrio ambiental e garantir a renovação dos estoques marinhos, envolveu diretamente centenas de trabalhadores em Macaé, que participaram de ações voltadas à preservação durante o período de paralisação.
Cerca de 450 pescadores e 50 descascadeiras cadastrados integraram frentes de trabalho ambiental promovidas pela Prefeitura de Macaé, em parceria com a Colônia de Pescadores Z3. Entre as atividades desenvolvidas estiveram mutirões de limpeza em pontos estratégicos da costa, como a Praia da Barra, o Rio Macaé e o Pontal. Além disso, os trabalhadores participaram de palestras educativas sobre sustentabilidade e tiveram acesso a serviços básicos de saúde, como aferição de pressão arterial e exames oftalmológicos.
Durante o Defeso do Camarão, os pescadores receberam três parcelas equivalentes ao salário-mínimo, garantindo uma fonte de renda enquanto a pesca estava proibida. De acordo com o secretário de Pesca e Aquicultura, Lucas Jardim, o período foi cumprido sem registros de infrações, evidenciando o comprometimento da categoria com a preservação das espécies. “O engajamento dos trabalhadores demonstra uma crescente consciência ambiental e reforça o papel social do programa, que busca não apenas proteger o meio ambiente, mas também assegurar dignidade aos pescadores”, destacou o secretário.
Para garantir o abastecimento do mercado local durante a restrição, o Mercado de Peixes de Macaé manteve a comercialização de camarões provenientes de cativeiros, evitando desabastecimento e mantendo o fluxo econômico no setor.
Com o término oficial do Defeso do Camarão, os pescadores poderão retomar suas atividades de captura das espécies protegidas, respeitando as normas regulamentares estabelecidas para a prática sustentável da pesca. A expectativa é que a retomada ocorra de forma gradual, assegurando que os resultados do período de preservação se reflitam na abundância dos recursos marinhos.
As autoridades locais reforçam a importância de continuar adotando práticas responsáveis na pesca, garantindo que ações como o Defeso sigam contribuindo para a conservação ambiental e para a segurança econômica das comunidades pesqueiras.














