Um laudo da perícia revelou que Cláudio Rafael, de 37 anos, foi atingido por 63 pauladas durante nove minutos de agressões contínuas em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele morreu após ser confundido com um criminoso na região.
O crime aconteceu no bairro da Zona Sul e o resultado da perícia técnica foi divulgado neste domingo. Quatro homens investigados por participação direta no espancamento já estão presos temporariamente pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações apontam que a vítima foi abordada e agredida sem chance de defesa. Entre os presos estão dois seguranças de rua que atuavam de forma clandestina na região, identificados como Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, e dois entregadores de aplicativo, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva.
Laudo da perícia detalha agressões em Copacabana
Novas imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia ajudaram a montar a cronologia do crime. Os vídeos mostram o momento em que os quatro suspeitos cercam Cláudio Rafael e iniciam as agressões com pedaços de madeira. A perícia contabilizou cada golpe desfereido contra a vítima ao longo dos nove minutos.
Segundo a Polícia Civil, os agressores justificaram a atitude alegando que a vítima seria responsável por roubos no bairro. No entanto, as apurações confirmaram que Cláudio foi confundido e não tinha cometido qualquer crime no local.
Quem são os investigados presos pela polícia?
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão temporária dos quatro envolvidos após pedido da Delegacia de Homicídios da Capital. Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias atuavam como seguranças informais nas calçadas de Copacabana. Já Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva trabalhavam como entregadores no momento do ocorrido.
A empresa iFood informou oficialmente que identificou os entregadores citados no caso e realizou o banimento imediato dos dois da plataforma de entregas. A companhia declarou ainda que repudia qualquer ato de violência e que colabora com as autoridades nas investigações.
Como denunciar casos de violência urbana no Rio?
A Polícia Civil pede que testemunhas que tenham mais informações sobre a atuação de seguranças clandestinos no bairro prestem depoimento. Denúncias anônimas podem ser feitas diretamente ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177 ou pelo WhatsApp do serviço. O atendimento funciona 24 horas por dia e o sigilo é garantido.
Os quatro presos vão responder pelo crime de homicídio qualificado. O caso segue em investigação na Delegacia de Homicídios da Capital para concluir o inquérito e encaminhar as provas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.















