Duas peças históricas da Igreja de Santa Luzia foram recuperadas pela Polícia Federal e devolvidas à instituição religiosa nesta quarta-feira (10), no Centro do Rio. Os objetos, identificados como ânforas sacras, pertencem ao acervo da Igreja da Irmandade da Virgem e Mártir Santa Luzia.
A investigação foi conduzida pela Polícia Federal com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As apurações começaram depois que o órgão informou à PF sobre a possível localização de bens ligados ao patrimônio histórico e cultural do templo.
A partir das informações recebidas, agentes da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico realizaram diligências que resultaram na apreensão das peças.
Segundo a Polícia Federal, as ânforas são feitas em madeira entalhada e dourada e integravam a ornamentação da igreja. A perícia confirmou que os objetos pertencem ao acervo histórico da instituição.
Após os procedimentos de identificação e apreensão, as peças foram entregues ao representante legal do templo. A corporação não informou onde as ânforas foram encontradas nem se houve prisões relacionadas ao caso.
Tombada pelo Iphan, a Igreja de Santa Luzia está entre os templos mais antigos do Rio de Janeiro. A origem do local remonta a uma pequena ermida erguida por pescadores em 1592, às margens da antiga linha costeira da cidade.
A construção atual começou a tomar forma em 1752. Ao longo dos séculos, a igreja se tornou conhecida pela devoção a Santa Luzia, padroeira da visão, e pela tradicional bica de água considerada milagrosa por fiéis.














