As inscrições para os Paralímpicos Escolares 2025 estão oficialmente abertas, e a edição deste ano marca um avanço importante: pela primeira vez, as seletivas acontecerão também no interior do estado do Rio de Janeiro. A ampliação do evento busca incentivar a participação de alunos com deficiência de todas as regiões fluminenses, reforçando o compromisso com a inclusão e a descentralização do acesso ao esporte.
A seletiva interiorana ocorrerá em Iguaba Grande, município vizinho a Miguel Pereira e cidades próximas. Estudantes entre 11 e 17 anos, das redes pública e privada, podem se inscrever enviando e-mail para suderj@suderj.rj.gov.br. As inscrições seguem abertas até o dia 21 de maio. Ao todo, 14 modalidades estão disponíveis, incluindo atletismo, goalball, vôlei sentado, futebol de cegos, bocha, natação, taekwondo e basquete 3×3, entre outras.
O apoio oferecido aos jovens atletas vai muito além das competições. O Governo do Estado, por meio da Superintendência de Desportos do Rio de Janeiro (Suderj), garantirá transporte, hospedagem, alimentação, uniformes e suporte técnico aos participantes. Aqueles que forem selecionados nas seletivas representarão o estado do Rio na fase nacional, marcada para novembro, em São Paulo, sob organização do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Para Marcos Santos, presidente da Suderj, a interiorização do evento é um marco. “Além de oferecer uma estrutura completa, damos um passo inédito ao interiorizar as seletivas. Essa descentralização garante mais acesso, mais inclusão e mais oportunidades”, afirmou, ressaltando o compromisso da instituição com o desenvolvimento esportivo igualitário.
Desde sua criação em 2009, os Paralímpicos Escolares já revelaram diversos talentos do paradesporto brasileiro. Entre os nomes que despontaram no cenário internacional estão Alan Fonteles, campeão paralímpico em Londres 2012; Verônica Hipólito, medalhista no Rio 2016; e Petrúcio Ferreira, recordista mundial e bicampeão paralímpico nos 100 metros da classe T47.
O impacto da competição vai muito além das pistas ou piscinas. Miguel Ricardo Silveira dos Santos, de 15 anos, é um exemplo de como o evento pode transformar vidas. Medalhista na natação, ele conta com o suporte do programa para seguir treinando e evoluindo. Para seu pai, Ricardo Gomes dos Santos, o efeito da participação é visível. “Foi um momento único ver a autoestima, o círculo de amizade aumentando, os colegas da escola dizendo que é amigo do meu filho e apresentando a outros alunos. Gratificante demais os benefícios que as Paralímpiadas escolares proporciona na vida dele. Foi uma transformação para todos nós”, contou em depoimento ao jornal O Povo na Rua.
Marcos Santos também compartilhou sua motivação pessoal por trás do projeto. “Alegria enorme é o que me define cada dia ao vir trabalhar na Suderj, consequentemente, ao visitar os complexos esportivos sob nossa gestão”, declarou, destacando a importância de garantir igualdade de oportunidades no esporte.
Os Paralímpicos Escolares não são apenas uma competição: são um símbolo de superação, inclusão e desenvolvimento social. Ao abrir espaço para talentos de todo o estado e investir em estrutura e suporte, o programa reafirma seu papel como ferramenta de transformação desde o ambiente escolar.














