O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta aos profissionais de saúde de todo o Brasil diante da crise com metanol que tem provocado casos de intoxicação em diversos estados. Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), Padilha pediu que médicos e enfermeiros notifiquem imediatamente qualquer suspeita de contaminação, mesmo antes da confirmação dos exames.
“Sempre aja, não espere nada tomar grandes proporções, nem busque minimizar qualquer problema de saúde”, afirmou o ministro, destacando que a identificação precoce dos casos é essencial para conter o avanço das intoxicações e evitar novas mortes.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o país registra até o momento 225 notificações de casos suspeitos de intoxicação por metanol. Desse total, 16 foram confirmados e 209 permanecem em investigação. Duas mortes foram oficialmente registradas em São Paulo, enquanto outros 13 óbitos estão sob análise — sete em São Paulo, três em Pernambuco, um em Mato Grosso do Sul, um na Paraíba e um no Ceará.
Padilha informou que um novo boletim nacional consolidado será divulgado ainda na noite desta segunda-feira, com atualização de dados encaminhados pelos estados. O atraso na publicação do relatório ocorreu devido à demora no envio de informações por parte de São Paulo.
O ministro reforçou que o uso e o consumo de metanol são extremamente perigosos e que qualquer sintoma de intoxicação deve ser tratado como emergência médica. Ele também pediu que as unidades de saúde mantenham atenção redobrada a pacientes com sinais de confusão mental, náuseas, dificuldade visual e perda de consciência — sintomas típicos da exposição à substância.
As autoridades sanitárias continuam monitorando a situação e investigando a origem dos produtos contaminados. O Ministério da Saúde destacou que medidas conjuntas estão sendo adotadas com os governos estaduais para reforçar a fiscalização e coibir a comercialização ilegal de bebidas e produtos com metanol.














