A operação na Vila Kennedy mobiliza a Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (18) em busca de suspeitos de envolvimento na morte do policial militar Marcelo José Batista. O crime aconteceu em abril do ano passado, quando o agente trafegava pela Avenida Brasil, durante a madrugada.
Segundo as investigações, o policial foi executado em meio à disputa entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos que atuam na região do Catiri, na Zona Oeste do Rio.
A apuração aponta que a vítima estava sendo monitorada por criminosos com o uso de um drone. Após identificarem a localização exata do PM, os suspeitos realizaram o ataque, que terminou com a morte do agente.
Entre os investigados estão Gabriel Pinagé do Carmo Maria, conhecido como Shell, apontado como autor dos disparos, Gabriel Paulo Nísio Ferreira, o Coquinho, responsável por dirigir o veículo usado na ação, e Alexsandro Teixeira Torres, o Branco, que teria atuado no monitoramento aéreo e na coordenação do crime.
Outro envolvido, identificado como Abrãao Ligeiro de Souza, teria sido responsável por recolher o armamento da vítima após o assassinato. Ele morreu em fevereiro deste ano durante um confronto com a polícia.
Durante o trabalho de inteligência, os agentes conseguiram identificar os principais envolvidos na ação criminosa, incluindo o executor, o motorista de apoio e o responsável pela estratégia do ataque.
As investigações também indicam que todos os alvos da operação fazem parte do tráfico de drogas na região e estão subordinados a um criminoso apontado como líder de ações violentas na Zona Oeste. Esse homem também é alvo da operação e possui diversos mandados de prisão em aberto.
A operação segue em andamento com o objetivo de cumprir mandados e avançar na localização dos suspeitos, além de reunir novas provas que ajudem a esclarecer todos os detalhes do crime.
E com o avanço das investigações, a operação na Vila Kennedy pode trazer novos desdobramentos sobre a atuação de grupos criminosos na Zona Oeste do Rio.














