Operação em Itaboraí prende PM e ex-policial suspeitos de integrar milícia

Presos suspeitos de integrar grupo envolvido em execuções em Itaboraí

A operação em Itaboraí prende PM e ex-policial suspeitos de integrar um grupo paramilitar envolvido em execuções e disputas por território no município. A ação foi realizada pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) e coordenada pelo delegado titular Dr. Willians Batista, revelando a atuação de milicianos com ligações a uma facção criminosa que vem intensificando a violência na região.

Foram presos Rogério Cunha do Nascimento, policial militar do 7º BPM, e Antônio Cláudio Quintanilha Medeiros, ex-PM expulso da corporação. Ambos tinham mandados de prisão temporária expedidos pela 1ª Vara Criminal de Itaboraí. Os agentes localizaram os suspeitos no bairro Retiro São Joaquim, onde foram detidos sem resistência.

A operação contou com o apoio da Corregedoria da PMERJ e de diversas unidades de inteligência da Polícia Civil, incluindo o Setor de Capturas da DHNSG, GIC, SBE, SIP e equipes dos Grupos de Investigações de Itaboraí, Niterói, Maricá e São Gonçalo.

De acordo com as investigações, Rogério Cunha era o líder do grupo paramilitar que controlava o bairro Retiro São Joaquim e mantinha uma aliança com o Terceiro Comando Puro (TCP). A organização disputava o domínio da área com criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV).

Já Antônio Quintanilha, que havia sido preso em 2018 durante a Operação Salvator, era considerado o braço armado da milícia. Ele seria responsável por execuções e atos de represália durante o conflito entre milicianos e traficantes. A disputa resultou em diversos homicídios e episódios de extrema violência na cidade.

A investigação apontou que os dois participaram de uma reunião com Cristiano Caldera Souza, conhecido como Piolho, e Diego Siqueira da Silva Ferraz, o Digão, ambos ligados ao TCP. O encontro terminou em duplo homicídio após uma divergência entre os grupos. Nascimento chegou a ser baleado e tentou alegar uma tentativa de latrocínio, mas a versão foi descartada pela Polícia Civil, que comprovou se tratar de execução deliberada.

Com as prisões, a DHNSG reforça o compromisso de combater a expansão de grupos paramilitares e milícias associadas ao tráfico, que têm provocado uma escalada de violência na Região Metropolitana do Rio.

Após os procedimentos legais, os detidos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça.

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