Suspeito de Abastecer Rocinha com Fuzis é Preso no Rio Grande do Sul em Grande Operação Policial
Uma operação coordenada entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul resultou na prisão de Alexandre Albara, investigado por sua participação em uma organização criminosa dedicada ao fornecimento de fuzis para a comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio.
Albára era considerado peça-chave no núcleo financeiro e logístico do grupo no Sul do país. A investigação aponta que ele teria custeado o transporte de armamentos e oferecido suporte à logística, incluindo adaptações em veículos.
A captura de Alexandre Albara é um passo importante no desmantelamento de uma complexa rede que movimentava armas de alta potência entre estados, conforme divulgado pelas autoridades policiais.
Início da Investigação: Apreensão de Arsenal pela PRF
As investigações que levaram à prisão de Alexandre Albara tiveram início em abril de 2024. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram um carregamento de armas em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Na ocasião, foram apreendidos dois fuzis calibre 7,62, uma espingarda calibre 12, além de diversos carregadores e munições. Todo o arsenal apreendido, segundo a Polícia Civil, tinha como origem o Rio Grande do Sul.
A rota do armamento seria para abastecer criminosos ligados ao Comando Vermelho, que atuam na Rocinha. A descoberta dessa ligação interestadual deu o pontapé inicial para a operação conjunta.
Esquema Detalhado: Financiamento, Logística e Monitoramento
A investigação detalhou o funcionamento do esquema criminoso. Para isso, foram analisados dados telemáticos, comunicações digitais, registros bancários e vínculos entre contas e usuários. A Polícia Civil reconstruiu a rota de aquisição, ocultação, transporte e entrega das armas.
A estrutura da organização criminosa era composta por diferentes níveis, incluindo financiadores, intermediadores, transportadores e operadores logísticos. Cada um desempenhava um papel crucial para garantir que o armamento chegasse ao destino final.
Para dificultar a ação policial, os criminosos utilizavam linguagem cifrada em suas comunicações, realizavam pagamentos fracionados e usavam contas bancárias de terceiros. Veículos adaptados também eram empregados para ocultar as armas durante o transporte.
Monitoramento de Barreiras Policiais e Busca por Foragidos
Um aspecto alarmante descoberto pela investigação é que a organização criminosa monitorava ativamente a movimentação das forças de segurança. Integrantes compartilhavam informações sobre barreiras policiais e fiscalizações.
Essa vigilância constante visava evitar abordagens e apreensões durante o transporte das armas. O monitoramento era uma estratégia logística para minimizar os riscos e assegurar a entrega dos fuzis aos criminosos da Rocinha.
Apesar da prisão de Alexandre Albara, as autoridades informaram que a busca por outros quatro suspeitos continua. Deivisson Nunes Gonçalves, Renato de Souza Ferreira, Marcelo Ferreira Lima e Felipe de Souza dos Santos, todos com mandados de prisão preventiva, permanecem foragidos. As investigações prosseguem para identificar e prender todos os envolvidos no esquema.














