A Operação Caminhos Seguros mobilizou forças de segurança do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (14) em uma ação nacional de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a iniciativa reúne medidas de repressão e prevenção em diferentes regiões do estado.
No Rio, agentes das polícias Civil e Militar foram às ruas para cumprir dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. Até a última atualização da operação, uma mulher havia sido presa durante as ações realizadas pelas autoridades.
A Polícia Militar participa da mobilização por meio da Patrulha da Criança e do Adolescente. O trabalho busca ampliar a atuação preventiva e reforçar a proteção de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade.
Além das ações policiais, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, o Proerd, realiza palestras em escolas. As atividades têm como foco orientar estudantes sobre prevenção, proteção e formas de identificar situações de risco.
A operação também prevê a distribuição de materiais informativos em rodoviárias e aeroportos. O objetivo é ampliar a conscientização da população e fortalecer a rede de proteção à infância e à adolescência em locais de grande circulação.
Os dados da Fundação para a Infância e Adolescência reforçam a gravidade do cenário no estado. Entre janeiro e março deste ano, 944 vítimas sofreram violência sexual, física, psicológica ou negligência no Rio de Janeiro.
Ainda segundo a fundação, somente no município do Rio foram registrados 1.174 casos de estupro contra crianças e adolescentes em 2025. O número evidencia a necessidade de ações integradas entre segurança pública, escolas, famílias e órgãos de proteção.
As ações do Dia D fazem parte de uma estratégia nacional para intensificar o enfrentamento desses crimes. A proposta é unir investigação, cumprimento de mandados, orientação e prevenção para ampliar a proteção de crianças e adolescentes.
Com a mobilização, as autoridades esperam fortalecer o combate aos crimes sexuais contra menores e estimular a denúncia de casos suspeitos. A atuação integrada também busca aproximar a população dos canais de proteção e resposta do poder público.














