A Operação Asfixia realizou, nesta segunda-feira (2), sua vigésima ação em Niterói, com o foco de reprimir a receptação de materiais furtados e combater crimes contra o patrimônio. A ação teve como alvo um ferro-velho clandestino no Morro do Cavalão, em Icaraí, que já havia sido interditado anteriormente. No local, foram encontrados registros de hidrômetros e bicas metálicas sem comprovação de origem, reforçando a suspeita de que o estabelecimento servia como ponto de receptação.
Durante a operação, um caminhão utilizado para o transporte dos materiais foi apreendido e o proprietário do ferro-velho foi preso por desobediência, sendo encaminhado à 77ª Delegacia de Polícia (Icaraí). A ação contou com a participação de agentes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Coordenadoria de Ações Táticas da Guarda Municipal de Niterói.
Segundo o prefeito Rodrigo Neves, essas fiscalizações têm caráter estratégico para prevenir a criminalidade e interromper a cadeia de comercialização de itens furtados. “Vamos continuar com essas operações que visam combater o comércio ilegal de peças e equipamentos provenientes de furtos, que alimentam a criminalidade e prejudicam os serviços públicos essenciais”, afirmou o prefeito, em depoimento ao jornal O Dia.
Os itens apreendidos chamaram a atenção das autoridades. Os hidrômetros, por exemplo, são fundamentais para o controle do abastecimento de água e sua ausência pode gerar prejuízos à população e ao serviço público. Também foram recolhidos materiais metálicos suspeitos, como bicas, bombas de água, cabos de cobre e portões.
A Operação Asfixia já havia passado por esse mesmo ferro-velho cerca de um mês atrás, quando foram apreendidas 13 máquinas de jogos de azar, veículos com registro de roubo ou furto e outros itens com sinais de origem ilícita. Segundo as autoridades, a reincidência do estabelecimento reforça a importância das ações contínuas de fiscalização.
O secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói, Felipe Ordacgy, destacou a necessidade de manter a pressão sobre os ferros-velhos clandestinos. “Esses locais continuarão sendo alvo de fiscalizações até que estejam devidamente regularizados. Precisamos quebrar a lógica do crime na origem, onde o material roubado é escoado”, declarou ele, em entrevista ao jornal O Dia.
A Operação Asfixia é coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e conta com a participação da Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Ordem Pública, Fiscalização de Posturas, Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) e Vigilância Sanitária. A articulação entre os órgãos tem permitido ações simultâneas em diferentes bairros da cidade.
A Prefeitura de Niterói informa que outras ações similares já foram realizadas em localidades como Fonseca, Barreto, Engenhoca, Itaipu e na Região Oceânica. Nessas ações, diversos estabelecimentos foram autuados, interditados e, em alguns casos, pessoas foram detidas. Em operação anterior no Buraco do Boi, por exemplo, cinco homens foram presos e um prédio invadido que servia como ponto de venda de materiais furtados foi interditado.
Segundo a prefeitura, as operações terão continuidade visando inibir a cadeia de furtos e a receptação de bens públicos e privados. A população pode colaborar denunciando ferros-velhos suspeitos de comercialização ilegal de materiais por meio dos canais oficiais da Guarda Municipal ou diretamente às delegacias da cidade.














