Um ônibus usado como barricada em Pilares, Zona Norte do Rio, causou pânico entre passageiros e motoristas na manhã desta quarta-feira (29). O veículo, da linha 298 (Acari x Castelo), foi tomado por criminosos e atravessado na via, bloqueando o trânsito e reacendendo o alerta sobre a insegurança no transporte público carioca.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 3º BPM (Méier) foram acionados e rapidamente se deslocaram até o local. O veículo foi removido e voltou a circular horas depois, mas o clima entre os moradores da região era de medo e incerteza. O caso aconteceu menos de 24 horas após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos e mais de 100 presos.
Segundo dados divulgados pelo Rio Ônibus, durante a operação desta terça-feira (28), 102 ônibus foram utilizados como barricadas em diferentes pontos da cidade. Além disso, 204 linhas tiveram seus trajetos interrompidos ou alterados por conta de bloqueios e confrontos. Na manhã de hoje, os serviços de transporte já haviam sido normalizados, segundo o Centro de Operações Rio (COR), que informou a liberação total das vias por volta das 2h45.
Na véspera, o caos urbano se espalhou pela cidade. Em retaliação à operação, criminosos incendiaram e bloquearam vias em bairros como Méier, Engenho de Dentro, Cascadura e Cidade de Deus. Coletivos e caminhões foram usados para impedir o tráfego, e a Linha Amarela chegou a ser interditada em mais de um trecho após disparos vindos de comunidades próximas.
Apesar da retomada da normalidade nesta quarta-feira, moradores e trabalhadores ainda relatam apreensão. O prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais para tranquilizar a população e garantir que todos os modais operam normalmente. “Estamos voltando a cidade para o Estágio 1. Modais operando normalmente, cidade fluindo com normalidade. Permanecemos atentos. Informem-se por canais oficiais!”, escreveu.
O episódio em Pilares reforça a sensação de insegurança em meio à sequência de confrontos que marcaram o início da semana. Para muitos cariocas, o medo voltou a ser um passageiro constante no transporte público do Rio.














