Líder do tráfico de Arraial do Cabo é morto durante megaoperação no Complexo do Alemão

Líder do tráfico de Arraial do Cabo, conhecido como “VT”

Líder do Tráfico em Arraial
O líder do tráfico de Arraial do Cabo, conhecido pelo apelido de “VT”, foi morto durante a megaoperação policial que ocorreu nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação, considerada a mais letal da história do estado, deixou 121 mortos e mais de 100 presos, segundo balanço oficial das forças de segurança.

Apontado como o principal chefe do tráfico no Morro da Coca-Cola, em Arraial do Cabo, VT estava foragido havia anos e continuava a comandar as atividades criminosas da Região dos Lagos mesmo escondido no Rio. Investigações da Polícia Civil indicam que ele mantinha ligação direta com o Comando Vermelho e coordenava o envio de armas e drogas entre o Rio e o litoral, além de cobrar “taxas” de traficantes menores e ordenar execuções de rivais.

O criminoso era considerado um dos alvos prioritários das forças de segurança da Região dos Lagos e já havia escapado de diversas operações conjuntas em Arraial do Cabo e Cabo Frio. A identificação do corpo foi confirmada após cruzamento de informações entre o Instituto Médico Legal (IML) e o Setor de Inteligência da Polícia Civil.

Fontes da corporação afirmam que a morte de VT representa um duro golpe na estrutura do tráfico da região, mas alertam que o grupo pode passar por um processo de reorganização interna. O Morro da Coca-Cola, antes marcado por constantes confrontos, pode enfrentar disputas pelo controle dos pontos de venda de drogas.

Moradores de Arraial do Cabo relataram que a notícia trouxe sensação de alívio, após anos de violência e ameaças impostas por facções. No entanto, a polícia mantém atenção redobrada para evitar uma nova escalada de confrontos.

A megaoperação no Complexo do Alemão e na Penha — que envolveu mais de 2,5 mil policiais civis e militares — resultou ainda na apreensão de 91 fuzis, dezenas de pistolas, explosivos e toneladas de drogas. O governo do estado classificou a ação como “o maior golpe já desferido contra o crime organizado no Rio de Janeiro”.

Com a morte do “patrão” do Morro da Coca-Cola, as forças de segurança esperam desarticular parte da logística criminosa que ligava o tráfico da capital à Região dos Lagos, enfraquecendo a influência do Comando Vermelho no interior fluminense.

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