Onda de calor põe Rio em alerta vermelho a partir deste sábado

Uma forte onda de calor coloca a cidade do Rio de Janeiro e os municípios da Baixada Fluminense sob alerta vermelho a partir deste sábado. O aviso exige cuidado redobrado de quem trabalha na rua ou depende de transporte público.

Risco extremo de calor atinge o Rio e a Baixada Fluminense

O alerta vermelho representa grande perigo por conta de temperaturas que devem permanecer muito acima da média habitual por vários dias seguidos. O ar seco e o sol constante aumentam o desgaste do corpo, afetando diretamente a rotina de quem precisa sair para a lida diária.

Regiões como a Zona Oeste da capital e municípios da Baixada Fluminense costumam registrar as maiores marcas térmicas do estado. Em bairros como Bangu, Campo Grande, Nova Iguaçu e Duque de Caxias, a sensação térmica tende a ser ainda mais sufocante devido ao asfalto e à grande concentração de construções.

Quem passa horas dentro de ônibus lotados, em plataformas de trens da SuperVia ou aguarda condução em pontos sem cobertura sente o impacto imediato. Nesses dias, a atenção à desidratação e à queda de pressão precisa ser constante desde o começo da manhã até o início da noite.

Quais os principais riscos para a saúde da população?

O calor severo e prolongado eleva consideravelmente a perda de líquidos e sais minerais no organismo. Esse quadro pode provocar sintomas graves, que atingem principalmente idosos, crianças pequenas, grávidas e pessoas com doenças cardíacas ou respiratórias prévias.

Os sinais mais comuns de estresse térmico e desidratação são fáceis de identificar no dia a dia. É importante interromper o esforço físico e procurar um local arejado ao notar os seguintes problemas:

  • Tontura persistente, sensação de desmaio e visão embaçada.
  • Dor de cabeça forte e repentina acompanhada de fraqueza muscular.
  • Boca seca, suor excessivo ou, em casos mais graves, interrupção total do suor com a pele quente e avermelhada.
  • Náuseas, enjoos e episódios de vômito.

Caso os sintomas piorem ou a pessoa apresente confusão mental, a recomendação é levá-la imediatamente até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou acionar o socorro médico de urgência.

O que muda na rotina e como se proteger nas ruas?

Para quem não tem como ficar em casa e precisa encarar o trabalho ou o transporte público, pequenas mudanças na rotina ajudam a evitar problemas graves. A hidratação regular é a medida mais urgente durante todo o período do alerta vermelho.

Especialistas em saúde recomendam beber água ao longo de todo o dia, mesmo sem sentir sede, evitando substituir a água por refrigerantes ou bebidas alcoólicas. Usar roupas leves, de cores claras e tecidos que facilitem a transpiração também reduz o calor acumulado pelo corpo.

Sempre que for viável, evite a exposição direta ao sol forte entre 10h e 16h, horário em que a incidência da radiação solar atinge o pico. O uso de bonés, chapéus, sombrinhas e protetor solar com fator adequado protege a pele e diminui a sensação de queimação.

A quem recorrer e telefones úteis de emergência

Se você ou alguém próximo passar mal na rua ou em casa por conta da alta temperatura, alguns serviços públicos essenciais funcionam com atendimento ininterrupto em todo o estado do Rio de Janeiro. Tenha sempre em mãos os contatos de socorro:

  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): telefone 192, disponível 24 horas por dia para casos de mal-estar grave e emergências médicas.
  • Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro: telefone 193, para resgates, socorro emergencial e ocorrências ligadas a incêndios em vegetação.
  • Defesa Civil Estadual: telefone 199, órgão que monitora eventos climáticos severos e emite avisos meteorológicos pelo celular.

Para receber mensagens gratuitas de alerta de calor e temporais no celular, o cidadão pode enviar um SMS com o número do seu CEP para o canal 40199 da Defesa Civil. O cadastro é automático e ajuda a planejar deslocamentos com antecedência.

Como a população de rua e os animais devem ser assistidos?

Pessoas em situação de rua sofrem de forma desproporcional com as altas temperaturas devido à falta de acesso fácil a água potável e sombra. Movimentos comunitários e moradores podem colaborar oferecendo garrafas de água gelada e alimentos leves.

Os animais de estimação também sofrem com a onda de calor intensa. Não passeie com cães nos horários mais quentes para não queimar as patas no asfalto quente e mantenha vasilhas de água fresca disponíveis na sombra, trocando o líquido várias vezes ao dia.

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