Sul-Americana: Vasco tem até dia 10 para definir estádio contra Boca

A Conmebol definiu as datas limites para o Vasco escolher o estádio da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. A partida de volta será no dia 20 de outubro e não poderá acontecer em São Januário.

Prazos apertados da Conmebol para a decisão do mando de campo

O regulamento da Confederação Sul-Americana de Futebol exige estádio com capacidade mínima de 30 mil torcedores nas semifinais. Como o Estádio Vasco da Gama comporta pouco mais de 20 mil pessoas, a diretoria precisa mandar o jogo em outro local.

Se optar por jogar na cidade do Rio de Janeiro, o clube tem até o dia 10 de outubro para comunicar a entidade. Caso decida levar a partida para outro estado, o aviso oficial precisa ser enviado cinco dias antes, com prazo final em 5 de outubro.

As exigências foram apresentadas em reunião virtual entre a cúpula da entidade e os clubes classificados para as semifinais continentais. O primeiro confronto entre as equipes acontece no dia 13 de outubro, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires.

Por que São Januário ficou de fora da semifinal?

O veto a São Januário acontece exclusivamente por conta da capacidade de público. O estádio histórico da Zona Norte carioca recebe atualmente cerca de 22 mil pessoas, marca insuficiente para a fase aguda do torneio.

Além do limite mínimo de 30 mil lugares, a Conmebol impõe regras de logística internacional. O palco escolhido precisa ficar a uma distância máxima de 150 quilômetros de um aeroporto internacional ativo, o que restringe as alternativas viáveis na Região Metropolitana.

No Rio de Janeiro, apenas duas praças esportivas cumprem integralmente as normas da entidade sul-americana: o Maracanã e o Estádio Nilton Santos, o Engenhão.

Como está a negociação para jogar no Maracanã?

A prioridade da diretoria vascaína é mandar a partida decisiva no Maracanã, que comporta cerca de 70 mil pessoas com as restrições de segurança. O clube tenta um acordo amigável com o consórcio gestor, administrado em conjunto por Flamengo e Fluminense.

A liberação, no entanto, enfrenta resistência devido ao calendário apertado do futebol brasileiro. O Flamengo tem partida programada para o Maracanã apenas dois dias após a semifinal vascaína, gerando preocupação com as condições do gramado.

Recentemente, a concessionária negou o uso do estádio ao Vasco em duelo eliminatório contra o Vitória, válido pela Copa do Brasil. Caso haja nova negativa administrativa, a diretoria avalia medidas jurídicas ou a mudança imediata de plano.

O Estádio Nilton Santos é o plano imediato no Rio?

A segunda alternativa dentro da capital é o Estádio Nilton Santos, no bairro do Engenho de Dentro. O campo do Botafogo possui capacidade autorizada para 45 mil torcedores e atende a todas as vistorias técnicas exigidas no caderno de encargos da Conmebol.

A diretoria cruzmaltina mantém conversas preliminares com a cúpula botafoguense para consultar a disponibilidade da praça esportiva no dia 20 de outubro. A proximidade com linhas da SuperVia e vias expressas como a Linha Amarela facilitaria o deslocamento dos torcedores.

Curiosamente, antes de entrar em campo pela Sul-Americana, o Vasco enfrenta o próprio Botafogo pelo Campeonato Brasileiro no dia 7 de outubro. O clássico regional pode acelerar o desfecho das negociações pelo aluguel da arena.

O que acontece se o Vasco decidir jogar fora do estado?

Se as tratativas no Rio de Janeiro não avançarem, o Vasco precisará indicar um estádio em outra unidade da federação até o dia 5 de outubro. A logística para um jogo interestadual exige plano de voo fretado e esquema especial de segurança pública.

Arenas que receberam jogos da Copa do Mundo de 2014 costumam surgir como opção em situações semelhantes, como o Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Qualquer escolha externa, no entanto, retira do torcedor local a chance de empurrar o time perto de casa em busca da vaga na final.

A diretoria cruzmaltina trabalha para esgotar as tentativas no Rio antes de considerar qualquer viagem. O clube corre contra o relógio para viabilizar os ingressos e organizar a operação de trânsito junto à Prefeitura do Rio de Janeiro.

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