Entenda o que é o FTS, o sistema de segurança da FAB usado para encerrar o voo de foguetes em caso de anomalia.
A Força Aérea Brasileira (FAB) utilizou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês) para interromper o lançamento do foguete sul-coreano SEBIT. O incidente ocorreu durante um teste em Alcântara, no Maranhão, quando o foguete saiu da trajetória planejada, cerca de 35 segundos após a decolagem.
O FTS é um mecanismo crucial de segurança, projetado para encerrar missões de voo quando há desvios significativos da rota prevista. Seu principal objetivo é evitar que o foguete continue em direção a áreas fora da zona de segurança estabelecida para a operação.
Na prática, o FTS atua como um sistema de emergência, permitindo a interrupção controlada do voo em situações de risco. Essa ação garante que o veículo não represente perigo para áreas habitadas ou para a infraestrutura de lançamento. A informação foi divulgada pela empresa sul-coreana InnoSpace, responsável pelo foguete.
O que aconteceu com o foguete SEBIT?
O foguete SEBIT, desenvolvido pela InnoSpace, é um modelo suborbital destinado ao teste de tecnologias para futuros lançamentos espaciais. O objetivo do voo era coletar dados sobre o desempenho do veículo durante o lançamento e o retorno à Terra.
A decolagem ocorreu às 16h30, do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Segundo a InnoSpace, o lançamento iniciou normalmente, mas um desvio na rota foi identificado durante a fase inicial do voo. Diante dessa alteração, a FAB acionou o FTS e encerrou a missão.
Como o FTS garante a segurança?
O Sistema de Terminação de Voo (FTS) é acionado quando um foguete apresenta problemas e sua trajetória se desvia do planejado. A medida é essencial para impedir que o veículo siga em direção a áreas não seguras, protegendo vidas e instalações.
O FTS funciona como um sistema de emergência, permitindo que o voo seja encerrado de forma controlada. No caso do SEBIT, o foguete caiu em uma área marítima previamente definida como zona de segurança, sem causar feridos ou danos às instalações do CLA.
Resultados do teste e próximos passos
Apesar da interrupção do voo, a InnoSpace informou que conseguiu coletar dados importantes sobre o foguete e a estrutura utilizada. Essas informações serão analisadas para identificar a causa do desvio de rota.
O lançamento foi realizado em parceria com a Alada, empresa brasileira focada em ampliar o uso comercial da infraestrutura aeroespacial do país. A InnoSpace mantém os preparativos para uma nova tentativa de lançamento do foguete HANBIT-Nano, prevista para novembro, também a partir de Alcântara.














