O futuro do futebol ainda respira no Rio De Janeiro?

Júlio Neres é jornalista e agente de atletas de futebol
O Rio de Janeiro sempre foi celeiro e craques não brotavam, eles floresciam. De Zico a Romário, de Jorginho a Marcelo, o talento nascia nos campos de barro e ganhava o mundo.
Mas hoje, temos grandes desafios que são:
A profissionalização precoce e a industrialização da base, com isso, cabe a pergunta: Os clubes do Rio ainda formam bons jogadores ?
O Flamengo tem uma estrutura financeira invejável e o lema de que “craque se faz em casa” continua bem presente. Formam bons jogadores e a utilização da base na equipe profissional é moderada, vendem pontualmente com bastante lucro e isso ajuda a manter sua saúde financeira.
O Fluminense, a tradição de Xerém continua muito viva. Os “moleques de Xerém” continuam sendo produzidos em grande escala, a utilização de atletas da base no profissional é muito alta e são referência em vendas de jovens atletas.
O Vasco que é a “turma da Fuzarca”tem feito nesses últimos anos um grande trabalho com sua base e tem um ponto interessante, a base é bastante utilizada no profissional e essa pode ser uma alternativa para atrair novos investidores ao clube, muito em breve novas vendas podem acontecer.
Por último, mas não menos importante, temos a “Estrela Solitária” com o Botafogo, os anos difíceis financeiramente ficaram para trás e hoje possui um dono. O empresário John Textor vem investindo pesado. O clube sempre fez bons jogadores em sua base e com a estruturação da SAF poderemos ver novos nomes surgindo na equipe profissional e novas vendas podem acontecer.
A base no Rio ainda é rica. Mas formar vai além de revelar. Envolve contexto, paciência e identidade, três palavras que o futebol carioca não pode esquecer.
O talento está aí e o futuro será promissor se os clubes tratarem o processo com respeito que merece!
Você também concorda que o futebol carioca respira ?
Até a próxima!
Limpatech