Um novo vazamento no Sistema Guandu, na manhã deste sábado (24), reduziu a produção de água para 73% da capacidade. O problema atinge bairros de quatro regiões da capital e sete cidades da Baixada Fluminense.
A falha acontece menos de 24 horas depois de a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) ter finalizado outro conserto de emergência. A estação tinha retomado o volume total na sexta-feira, mas o abastecimento que começava a voltar foi interrompido outra vez.
Novo vazamento no Guandu derruba produção e afeta o Grande Rio
A Cedae informou que equipes atuam em obra emergencial na tubulação danificada. Até a última atualização das concessionárias, não havia um horário confirmado para o encerramento dos reparos nem para o retorno total da distribuição.
Com o ritmo reduzido na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, os reservatórios não conseguem manter a pressão habitual. As torneiras voltam a secar justamente no momento em que as famílias tentavam encher caixas e cisternas esvaziadas nos dias anteriores.
Quais bairros da Zona Oeste estão sem abastecimento regular?
A Rio+Saneamento confirmou que o impacto mais pesado ocorre na Zona Oeste do Rio. O fornecimento foi diretamente interrompido em 24 bairros da região, além de parte da cidade vizinha:
- Bangu, Barra de Guaratiba e Campo dos Afonsos;
- Campo Grande, Cosmos, Deodoro e Gericinó;
- Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Inhoaíba;
- Jardim Sulacap, Jabour e Magalhães Bastos;
- Paciência, Padre Miguel e Pedra de Guaratiba;
- Realengo, Santa Cruz e Santíssimo;
- Senador Camará, Senador Vasconcelos e Sepetiba;
- Vila Kennedy e Vila Militar;
- Bairro Canto do Rio, no município de Seropédica.
Nas regiões mais altas e nas pontas das redes de distribuição desses bairros, a água demora ainda mais para retornar, mesmo depois de as bombas voltarem a funcionar plenamente.
Quais outras regiões do Rio e da Baixada sentem o impacto?
A concessionária Águas do Rio comunicou que a produção mais fraca atinge moradores do Centro, da Zona Norte e da Zona Sul da capital. Nessas áreas, a população pode registrar baixa pressão nas torneiras ou interrupção temporária.
Na Baixada Fluminense, sete municípios sofrem com o fornecimento prejudicado neste fim de semana:
- Belford Roxo;
- Duque de Caxias;
- Mesquita;
- Nilópolis;
- Nova Iguaçu;
- Queimados;
- São João de Meriti.
O retorno da água nessas cidades depende diretamente da pressão na rede principal que sai da estação da Cedae, em Nova Iguaçu, e segue pelas adutoras metropolitanas.
Qual é o prazo estimado para a água voltar às torneiras?
Tanto a Rio+Saneamento quanto a Águas do Rio alertam que a contagem para normalizar o serviço ainda nem começou. O prazo previsto é de até 72 horas, mas esse relógio só passa a rodar depois que a Cedae finalizar o conserto e a ETA Guandu operar de novo a 100%.
Na prática, isso significa que grande parte dos moradores pode enfrentar torneiras secas ou água fraca ao longo de pelo menos três dias após o fim da obra. As empresas orientam a adiar lavagem de roupas, calçadas ou carros, guardando as reservas apenas para cozinhar, beber e higiene básica.
Como solicitar caminhão-pipa e atendimento emergencial?
As duas distribuidoras particulares afirmaram que colocaram caminhões-pipa em circulação, com foco prioritário em unidades de saúde, hospitais, upas e escolas. O morador que precisar de suporte ou quiser registrar falta de água deve acionar os canais diretos de cada empresa:
- Clientes da Zona Oeste (Rio+Saneamento): atendimento por ligação ou WhatsApp pelo número 0800 772 1025 para a capital, e 0800 772 1027 para os demais municípios atendidos pela marca. Também é possível abrir chamados pelo site riomaissaneamento.com.br.
- Clientes do Centro, Zona Norte, Zona Sul e Baixada (Águas do Rio): contato telefônico e mensagens de WhatsApp pelo canal gratuito 0800 195 0 195.
Para quem precisa fazer solicitações formais, é fundamental ter em mãos o número da matrícula do imóvel, que consta no canto superior da conta de água mensal.














