Uma mulher presa por ajudar quadrilha em Guapimirim é o mais recente desdobramento da segunda fase da Operação Escudo Residencial, conduzida pela Polícia Civil. A prisão ocorreu na noite desta sexta-feira (16), no bairro Parque Fleixal, e representa mais um passo no combate a uma organização criminosa que vinha aterrorizando moradores da cidade da Baixada Fluminense.
De acordo com a 67ª DP (Guapimirim), a mulher é acusada de fornecer informações privilegiadas à quadrilha responsável por uma série de assaltos a residências, principalmente de empresários e políticos locais. Segundo a investigação, ela monitorava a rotina das vítimas e repassava detalhes sobre horários, movimentações e falhas na segurança das casas.
Os crimes, conforme apurado pela polícia, ocorriam geralmente durante a madrugada. Os integrantes da quadrilha invadiam os imóveis, rendiam os moradores e exigiam transferências bancárias sob ameaça. Em alguns casos, chegaram a levar joias, eletrônicos e veículos, além das quantias em dinheiro obtidas via Pix ou TED.
A ação da sexta-feira foi coordenada pelo delegado Fabrício Costa, responsável pela operação. Segundo ele, a prisão da mulher comprova o papel estratégico de colaboradores internos para o sucesso das ações criminosas. “Estamos diante de uma organização bem estruturada, que agia com base em informações precisas. A prisão dessa suspeita foi fundamental para enfraquecer o grupo e evitar novos ataques”, declarou.
Com a detenção da mulher, sobe para sete o número de pessoas presas por envolvimento com a quadrilha. Cinco suspeitos foram capturados na primeira fase da operação, realizada em dezembro de 2023. Já nesta segunda etapa, iniciada em maio, outras duas pessoas foram detidas, incluindo a investigada desta sexta-feira.
Entre os alvos da quadrilha, estava a residência de um político local, que teve a casa monitorada e quase invadida. A tentativa acabou frustrada após uma denúncia anônima e o reforço da segurança no entorno do imóvel. A polícia não revelou o nome do político por questões de segurança.
A quadrilha vinha sendo investigada há meses e utilizava métodos que dificultavam a identificação dos criminosos. Em algumas ações, os assaltantes usavam máscaras e luvas para evitar vestígios. A equipe da 67ª DP montou um trabalho de inteligência que permitiu o mapeamento das comunicações entre os envolvidos e a identificação dos repassadores de informação.
A mulher presa será indiciada por associação criminosa e participação em roubo qualificado. Caso seja condenada, poderá cumprir pena de até 15 anos de prisão. Ela permanece detida na carceragem da unidade policial à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que a Operação Escudo Residencial continuará com novas diligências para capturar os demais integrantes da quadrilha. A população pode colaborar com as investigações, repassando informações de forma anônima ao Disque-Denúncia, pelo número 2253-1177.
A prisão da mulher presa por ajudar quadrilha em Guapimirim reforça o esforço das autoridades locais em coibir crimes contra o patrimônio e proteger a integridade dos moradores da região. A expectativa é de que os avanços na investigação levem à completa desarticulação do grupo.














