Mulher Melão faz desfile sensual em trem e causa repercussão

Mulher Melão

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Renata Frisson, conhecida como Mulher Melão, virou assunto nas redes sociais após protagonizar uma ação inusitada no transporte público carioca. A influenciadora de 38 anos faz desfile sensual dentro de um trem da SuperVia, vestindo um body branco cavado, dançando funk e fazendo poses provocantes enquanto passageiros assistiam à performance.

A iniciativa, segundo ela, foi uma manifestação artística em apoio ao estilista Abacaxi, jovem de 23 anos da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio. Sem autorização da concessionária, a ação acabou mobilizando a segurança do transporte e a polícia. “Foi uma surpresa essa repercussão, meu telefone não parou. Assim que conseguimos embarcar e o trem estava em movimento, fizemos o desfile protesto”, relatou.

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A intenção, conforme a modelo, era dar visibilidade ao trabalho do amigo. “O Abacaxi não tem condição de bancar uma superprodução. Ele já está acostumado a fazer esse tipo de manifestação. Essa não foi a primeira e não vai ser a última”, explicou. A performance, que aconteceu com o trem em movimento, foi registrada em vídeo e rapidamente viralizou.

Enquanto alguns passageiros pareciam curiosos, outros demonstraram desconforto. Ainda assim, Mulher Melão nega qualquer atitude desrespeitosa. “Não teve absolutamente nada desrespeitoso. Foi a representação do que é o povo carioca, que curte funk e dança. Isso daí é intriga da oposição que não estava presente para ver o que realmente estava acontecendo”, declarou.

Mulher MelãoSobre as críticas nas redes sociais que classificaram a performance como vulgar, Renata respondeu de forma direta: “Isso foi uma manifestação artística, não tem nada a ver com divulgação de casa de show ou de prostituição. Isso é coisa de pessoas maldosas que distorceram a situação”. Para ela, a ação foi legítima, com intuito social.

Renata também abordou a diferença entre sua vida pessoal e a personagem que interpreta. “A Mulher Melão é um personagem, mas está muito ligado com a Renata, porque as minhas ideologias são essas: de um corpo livre, da pessoa ser bem resolvida com seu corpo e viver da maneira mais leve possível. Isso é arte para mim e sempre vai ser”.

A repercussão, embora polêmica, chamou a atenção para a realidade de artistas periféricos e levantou discussões sobre limites entre expressão artística e espaço público. Apesar da mobilização da polícia, a ação não resultou em detenção ou multa, até o momento.

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