Uma confusão registrada na madrugada de domingo, no Conic, em Brasília, terminou com uma mulher detida pela Polícia Militar após acusações de injúria racial e agressões contra um jovem. Segundo testemunhas, a discussão começou na porta de uma casa noturna e rapidamente se transformou em um bate-boca generalizado. No centro da briga, a suspeita apareceu em vídeos sendo acusada de chamar a vítima de “preto safado”, frase que impulsionou a revolta dos presentes e viralizou nas redes sociais. No registro, é possível perceber que ela também acusa o rapaz de tê-la agredido.
Nas imagens divulgadas, a vítima confronta a mulher e o homem que estava com ela, questionando as ofensas recebidas. “Além de escória da humanidade eu agora vendo drogas?”, pergunta ele durante a gravação. O homem que acompanhava a suspeita também teria direcionado xingamentos ao grupo, mencionando aparência e roupas dos frequentadores do local. Segundo testemunhas, antes da confusão final, a dupla já discutia com seguranças do bar e teria jogado uma garrafa de água que acertou um amigo da vítima.
A PM do Distrito Federal foi acionada e fez a detenção da mulher, que acabou conduzida à 5ª Delegacia de Polícia. No depoimento, a vítima afirmou que foi agredida física e verbalmente após tentar intervir na discussão. A suspeita, por sua vez, insistiu que estava indo à Delegacia da Mulher por alegar ter sido empurrada, mas os vídeos gravados por clientes reforçam as acusações contra ela. O homem que estava com a suspeita também foi levado para depor.
Mesmo se tratando de crime inafiançável, a mulher foi liberada após audiência de custódia, mas saiu da delegacia sob medidas cautelares. Já o homem que a acompanhava foi autuado por injúria e acabou liberado após se comprometer a comparecer à Justiça. A polícia seguirá investigando os fatos, incluindo a dinâmica exata da briga e o conteúdo das ofensas.
A casa noturna envolvida divulgou nota reafirmando que a briga começou do lado de fora, em área comum do Conic. O estabelecimento informou que apartou a confusão e conteve a mulher até a chegada da polícia, reforçando que mantém tolerância zero a qualquer forma de racismo, preconceito ou violência no entorno da boate.
As identidades dos envolvidos não foram divulgadas, e o espaço segue aberto para manifestações das partes citadas.














