Mulher com autismo denuncia estupro após aceitar carona na Barra da Tijuca

Câmeras da Civitas

Uma mulher com autismo denuncia estupro após aceitar carona na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O suspeito foi preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11) após investigações conduzidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá.

O crime ocorreu em fevereiro. De acordo com o relato da vítima, ela passava por um momento de crise enquanto aguardava em um ponto de ônibus e seguia para o Hospital Municipal Lourenço Jorge quando recebeu a oferta de carona do suspeito.

A mulher utilizava um cordão de identificação relacionado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a investigação, o homem se ofereceu para levá-la ao hospital, mas desviou o trajeto inicialmente combinado.

Conforme apurado pela polícia, o suspeito conduziu a vítima até a região da Praia da Reserva, onde o abuso teria ocorrido.

Após ser liberada, a mulher buscou atendimento médico e posteriormente registrou ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá.

Exames periciais realizados posteriormente confirmaram a ocorrência de conjunção carnal, fortalecendo os elementos da investigação conduzida pela especializada.

Para identificar o autor do crime, os investigadores solicitaram apoio da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), vinculada à Prefeitura do Rio.

A equipe técnica analisou imagens de câmeras de monitoramento e utilizou o sistema de cerco eletrônico da cidade para rastrear o veículo usado pelo suspeito no dia do crime.

Com base nas informações fornecidas pela vítima sobre o trajeto percorrido, os operadores da Civitas realizaram buscas nos radares instalados ao longo da rota indicada.

A análise das imagens permitiu identificar a placa do automóvel e confirmar o percurso feito pelo suspeito na região.

O relatório técnico elaborado pela central reuniu registros do deslocamento do veículo e comprovou a presença do homem nas áreas citadas durante a investigação.

Durante o aprofundamento das diligências, os agentes também descobriram que o investigado possui cadastro como motorista de aplicativo.

Com as provas reunidas, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão do suspeito.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido pelos policiais civis pelo crime de estupro de vulnerável.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e reunir outros elementos que possam contribuir para o processo judicial.

Limpatech