Mulher baleada em ataque em Duque de Caxias segue em estado grave

Cameras de Segurança registrando o momento do ataque em Duqie de Caxias

Familiares e amigos de Priscila Gonçalves Sampaio, de 37 anos, se mobilizam em uma corrente de oração neste domingo (3), às 14h, no Parque Fluminense, em Duque de Caxias, após o ataque em Duque de Caxias que deixou a mulher em estado gravíssimo. Priscila foi atingida por um disparo na cabeça durante um atentado a tiros que teria como alvo seu irmão, o policial militar Alexandre Gonçalves Sampaio.

Internada na UTI do Hospital Adão Pereira Nunes, ela passou por cirurgia, permanece sedada, em ventilação mecânica e sob monitoramento contínuo. Durante o ataque, ocorrido na última quinta-feira (31), o filho de Priscila, de apenas 3 anos, também foi baleado e não resistiu. O menino foi sepultado na sexta-feira (1º), no Cemitério do Corte Oito, em Duque de Caxias. O PM escapou ileso.

“Junte-se a nós para orar pela completa recuperação da Priscila”, pediu a família nas redes sociais, em apelo comovente.

Criminoso baleado está sob custódia no hospital

Um dos atiradores, Caiky de Assunção Barbosa, de 20 anos, foi atingido no tórax após o policial reagir ao ataque. Ele também está internado no Hospital Adão Pereira Nunes, sob custódia, com estado de saúde estável. O carro usado no atentado, um VW Polo prata, foi encontrado abandonado nas proximidades da comunidade do Curral.

Segundo a 59ª DP (Duque de Caxias), o ataque foi encomendado por Jhonata Hyrval Cassiano da Silva, conhecido como Bochecha Rosa, de 28 anos. Ele é apontado como líder do Comando Vermelho na comunidade Corte Oito e teria ordenado a execução em retaliação à presença policial na área.

Facção tenta expandir domínio na região

As investigações indicam que o traficante pretende expandir o controle territorial da facção em Duque de Caxias e considera a atuação de policiais em áreas estratégicas uma ameaça. Bochecha Rosa também teria ordenado a instalação de barricadas nos acessos ao Complexo da Mangueirinha, dificultando a entrada de forças de segurança e prejudicando moradores e serviços públicos.

Com extensa ficha criminal, Bochecha Rosa já foi denunciado por homicídio, sequestro, associação ao tráfico, roubo e lesão corporal. Em 2023, ele foi acusado formalmente pelo Ministério Público junto a outros 12 membros da facção.

O Portal dos Procurados oferece uma recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à captura do criminoso.

Limpatech