Mulher acusada de mandar matar biomédica é presa após dar entrada em hospital de Caxias

Lívia foi encontrada internada em Duque de Caxias

A mulher acusada de mandar matar biomédica foi presa na noite desta segunda-feira (12), após dar entrada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lívia Cardoso Costa, de 29 anos, é apontada como a mandante do assassinato de Denise Ramaciote Calasans, ocorrido em março do ano passado, em Nova Iguaçu.

De acordo com a Polícia Civil, Lívia estava foragida desde maio de 2025, quando a 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu decretou sua prisão preventiva. Segundo as investigações, ela teria deixado o país após a decisão judicial, enquanto o marido, Marcelo de Oliveira Cabo Verde, passou a se esconder em comunidades dominadas por traficantes.

As apurações indicam que a biomédica devia cerca de R$ 30 mil ao casal. O dinheiro teria sido emprestado para obras no consultório onde Denise atendia, e o débito estaria relacionado à motivação do crime.

Após informações de que a suspeita estaria novamente no Brasil, agentes passaram a monitorar seus deslocamentos. Na madrugada desta segunda-feira, Lívia sofreu um acidente e precisou de atendimento médico. Policiais realizaram buscas em hospitais de Nova Iguaçu, mas, diante da possibilidade de uso de nome falso, ampliaram a investigação e a localizaram no hospital de Duque de Caxias.

Lívia permanece sob custódia na unidade hospitalar, já que precisa passar por uma cirurgia no braço fraturado. Contra ela, foi cumprido mandado de prisão preventiva por homicídio. A ação contou com equipes da 56ª DP (Comendador Soares) e da 60ª DP (Campos Elísios).

Assassina detida

A biomédica Denise Ramaciote Calasans foi morta a facadas na porta de casa, em 27 de março de 2025, no bairro Jardim Novo, em Nova Iguaçu. Em abril do mesmo ano, policiais prenderam Catarina Silva de Carvalho, que confessou o crime.

Segundo a Polícia Civil, Catarina afirmou que recebeu a promessa de parte do valor da dívida para ajudar Lívia e Marcelo na cobrança do dinheiro. Em depoimento, ela relatou que Lívia passou a tarde em sua casa consumindo álcool e drogas, enquanto enviava ameaças à biomédica por mensagens de áudio.

No dia do crime, conforme a investigação, uma confusão foi provocada em frente à residência da vítima e Catarina esfaqueou Denise com uma faca escondida no sutiã, atingindo o tórax. Em depoimento, ela afirmou ainda que Lívia teria levado duas facas para a execução, uma para cada envolvida, e que teria sido incentivada a beber e usar drogas para ser incriminada.

O casal chegou a socorrer a biomédica ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas Denise não resistiu aos ferimentos. As investigações seguem em andamento para localizar e prender Marcelo, que continua foragido.

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