A vice-prefeita de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, está sendo investigada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suspeita de utilizar verba pública para contratar um serviço de amarração amorosa. O caso veio à tona após a publicação de comprovantes de pagamento no perfil de uma vidente nas redes sociais. Segundo o MP, cerca de R$ 41 mil de recursos públicos, supostamente destinados à área da saúde, teriam sido usados para financiar o ritual com o objetivo de manter um relacionamento extraconjugal com um servidor do município.
Natural de Jaguariaíva (PR), Juliana, de 42 anos, é formada em assistência social e atua também como secretária de Saúde da cidade. Ela foi eleita pelo MDB e declarou ao TSE cerca de R$ 45 mil em bens. A investigação apontou que o valor foi repassado por meio da empresa W. F. da Silva Treinamentos Ltda, que transferiu o dinheiro à vidente conhecida como “Mentora Samantha”. A movimentação levantou suspeitas de triangulação e desvio de finalidade.
Os pagamentos suspeitos apareceram em publicações da própria vidente. Um deles, de R$ 6 mil, estava em nome da vice-prefeita. Já o segundo, no valor de R$ 41,2 mil, foi feito por meio da empresa, que também havia recebido o mesmo montante da Prefeitura de Ribeira apenas 12 minutos antes de emitir a nota fiscal, supostamente relacionada a serviços médicos e laboratoriais.
A Justiça de São Paulo atendeu ao pedido do MPSP e determinou a suspensão imediata dos contratos entre a Prefeitura de Ribeira e a empresa W.F. da Silva, proibindo novos acordos com a firma. Além disso, o MP pede a condenação por improbidade administrativa de Juliana, do empresário William Felipe da Silva e do servidor Lauro Olegário da Silva Filho, com aplicação de sanções cíveis e administrativas.
O caso ganhou notoriedade após ser revelado que Lauro, ex-funcionário da empresa e atual servidor municipal, seria o homem “amarrado” por Juliana no ritual. Ele também é alvo da investigação. Em nota publicada nas redes sociais, a vice-prefeita negou as acusações, classificando-as como caluniosas e parte de uma tentativa de extorsão por parte da vidente e de sua advogada.
“Trata-se de uma campanha articulada com o claro objetivo de manchar minha imagem pessoal e política, utilizando-se de falsas acusações e narrativas distorcidas. A verdade será defendida com firmeza. A honra não se negocia”, afirmou Juliana em comunicado oficial, informando ainda que registrou boletim de ocorrência e acionou a Justiça contra os envolvidos.














