Motoristas terceirizados da Comlurb interrompem serviços e cobram direitos trabalhistas

Motoristas terceirizados da Comlurb interrompem serviços

Os motoristas terceirizados da Comlurb iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira, suspendendo serviços de coleta em diversos bairros do Rio. A mobilização ocorre na sede da empresa responsável pela frota terceirizada, onde trabalhadores se reúnem para reivindicar pagamentos e benefícios que consideram pendentes.

De acordo com o sindicato da categoria, aproximadamente 200 profissionais ligados à Força Ambiental aderiram ao movimento. Eles atuam em áreas do Centro, Zona Sul e Zona Sudoeste, e afirmam que a interrupção das atividades é consequência direta da falta de avanços nas negociações envolvendo demandas trabalhistas.

Entre os pontos defendidos pelos motoristas estão o pagamento de adicional de insalubridade, correção no valor da cesta básica e quitação de horas extras. Segundo relatos, o benefício mensal de alimentação está fixado em R$ 211 e deveria ser reajustado para cerca de R$ 260, acompanhando custos e acordos discutidos anteriormente.

O grupo se concentrou inicialmente na garagem localizada na Estrada do Engenho D’Água, em Jacarepaguá, onde os veículos permanecem parados enquanto a paralisação segue. Representantes reforçam que o objetivo é alcançar melhorias nas condições de trabalho e garantir direitos previstos.

O movimento, que começou logo no início da manhã, ainda não tem previsão de término. As tratativas entre empresa, sindicato e trabalhadores devem definir os próximos passos, enquanto os motoristas aguardam respostas sobre os pedidos apresentados.

O que dia a Força Ambiental?

A Força Ambiental esclarece que desde abril está negociando e buscando um acordo com o sindicato dos motoristas. 
Há uma divergência do adicional de insalubridade. O sindicato reconhece que a categoria não faz jus ao adicional em acordo com outra empresa da mesma natureza, a CS Brasil, acordo este fundamentado em laudo técnico. Importante frisar que nossos motoristas não têm contato com o lixo. Eles inclusive sao comunicados formalmente ao serem contratados informando que não devem deixar a cabine da direção do veículo justamente para a proteção deles. 
A boa fé da empresa em buscar soluções que atendam aos interesses de todos os envolvidos fica evidente na medida em que, mesmo sem a assinatura do acordo, vem pagando os valores atualizados de salários, vale-alimentação, vale-transporte.
Quanto ao pagamento das horas extras, a empresa esclarece que paga 50% do valor no mesmo mês e os outros 50% trabalha com banco de horas, como faculta a lei. Caso a compensação dessas horas não ocorra num prazo de 6 meses, o valor é pago integral. 
Reiteramos a nossa prioridade e comprometimento na estabilização das relações por meio da assinatura do acordo coletivo junto ao sindicato da categoria e informamos que as atividades já estão normalizadas e os veículos já estão em circulação.
Limpatech