O motorista de aplicativo Luiz Fernando Santos, de 46 anos, foi baleado na cabeça na noite de quarta-feira na região da Colônia, em Jacarepaguá. O trabalhador está internado em estado gravíssimo após ser atingido enquanto circulava pelo bairro.
Ataque a tiros atinge trabalhador durante corrida na Zona Oeste
Segundo a Polícia Militar, policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) foram acionados para checar disparos de arma de fogo na área. Ao chegarem ao endereço indicado, os agentes encontraram o motorista ferido dentro do próprio carro. O veículo apresentava diversas perfurações causadas por tiros.
A principal suspeita apurada pela Polícia Civil é que o trabalhador tenha sido confundido por criminosos armados. O Corpo de Bombeiros realizou o atendimento inicial e socorreu a vítima com urgência. Luiz Fernando foi encaminhado de imediato ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.
Devido à extrema gravidade do ferimento na cabeça, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o paciente precisou ser transferido na madrugada de quinta-feira. Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, onde passou por avaliação da equipe especializada em neurocirurgia.
O que já se sabe sobre o caso
A investigação está sob responsabilidade da 32ª DP (Taquara), que já realizou perícia no automóvel e no local dos disparos. Agentes realizam diligências para coletar imagens de câmeras de segurança e ouvir possíveis testemunhas que estavam na via.
Informações preliminares apontam que o crime aconteceu em uma área pressionada pela disputa violenta entre traficantes e milicianos. Bandidos armados costumam monitorar a movimentação de veículos desconhecidos nas vias de acesso, o que eleva o perigo para prestadores de serviço e motoristas de transporte de passageiros.
Até a manhã desta quinta-feira, nenhum suspeito havia sido preso ou formalmente identificado pelas autoridades. O carro do trabalhador foi periciado para auxiliar no rastreamento do calibre das armas utilizadas pelos atiradores.
Como fica a rotina na região da Colônia
Quem depende do transporte e mora na região da Colônia e na Taquara enfrenta apreensão após o episódio violento. A presença ostensiva de viaturas da Polícia Militar foi reforçada nos acessos principais com o objetivo de evitar novos confrontos entre grupos rivais.
Motoristas de aplicativo relatam cautela redobrada e muitos evitam aceitar corridas com destino ao interior das comunidades de Jacarepaguá durante a noite. O comércio abriu as portas, mas comerciantes monitoram o clima nas ruas. Não houve registro oficial de fechamento de escolas municipais ou alteração nos itinerários de ônibus convencionais da região.
Mesmo sem bloqueios definitivos de trânsito pela Guarda Municipal, moradores relatam lentidão momentânea durante passagens de comboios policiais. Recomenda-se que condutores mantenham luzes internas acesas e vidros abaixados ao transitar por ruas residenciais menos iluminadas durante o período noturno.
Quem responde por isso e como anda a apuração
O patrulhamento ostensivo preventivo da região cabe ao 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá), que manteve rondas na localidade após o crime. O comando da unidade informou que segue em alerta máximo nas áreas mapeadas como pontos de tensão territorial.
A investigação criminal prossegue com os inspetores da 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), localizada na Estrada do Tindiba. Os policiais buscam confirmar se os disparos partiram de traficantes do Comando Vermelho ou de integrantes de grupos paramilitares que atuam nos arredores.
A Polícia Civil informou que todas as hipóteses estão abertas e que o depoimento de familiares e a análise das corridas no aplicativo ajudarão a traçar o trajeto exato percorrido pela vítima antes de ser alvejada.
Como denunciar
A população pode ajudar a polícia a identificar os autores dos disparos sem precisar se identificar. Qualquer pista sobre os envolvidos no ataque ao motorista pode ser repassada aos canais oficiais de segurança do Rio de Janeiro:
- Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo durante 24 horas por dia.
- WhatsApp do Disque Denúncia: (21) 2253-1177, com envio seguro de textos, fotos e vídeos.
- Central 190 da Polícia Militar: para emergências imediatas ou se presenciar movimentação suspeita de criminosos armados.
- 32ª DP (Taquara): o registro e atendimento a testemunhas acontecem na Estrada do Tindiba, número 550, Taquara.















