Um homem foi denunciado à polícia suspeito de espancar a própria filha, de 9 anos, com socos e chutes em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O ataque aconteceu após a menina molhar o chão do banheiro enquanto brincava em casa.
Investigação sobre espancamento de criança mobiliza a polícia em Belford Roxo
A violência revoltou os parentes que moram perto do local. Um tio da menina relatou que tinha acabado de voltar do trabalho quando escutou os barulhos da agressão e o choro da sobrinha. Segundo a testemunha, o agressor partiu para cima da criança com socos, chutes e ainda quebrou um cabo de vassoura durante o espancamento.
Após o episódio, a mãe da vítima foi acionada e assumiu a proteção da criança. De acordo com o relato materno, a relação com o suspeito terminou de forma conturbada quando a menina tinha apenas um ano e meio, motivada justamente por episódios anteriores de agressividade. Ela afirmou que o homem também tentava controlar a rotina e dificultava o contato da mãe com a filha.
A mãe levou a menina para a realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). O laudo pericial vai apontar a extensão das lesões e reforçar o inquérito policial. Ela disse ainda que o homem teria violado uma medida protetiva expedida pela Justiça ao comparecer na escola municipal onde a filha estuda, gerando pânico entre os familiares.
O que já se sabe sobre o caso
O caso está registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belford Roxo, que apura os crimes de lesão corporal e violência doméstica. Segundo os investigadores, os agentes realizam diligências para intimar testemunhas e colher o depoimento do suspeito. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro acompanha os desdobramentos para definir pedidos de medidas cautelares à Justiça.
Familiares apontam que o comportamento violento do homem acontecia há meses, mas a situação só chegou à delegacia após o episódio da vassoura quebrada. A criança permanece sob a guarda da mãe, com apoio da rede de proteção do município para acompanhamento psicológico e social.
Como denunciar casos de violência infantil
Quem presenciar ou suspeitar de maus-tratos e violência física contra menores pode acionar as autoridades de forma anônima. O Disque Denúncia do Rio funciona pelo telefone (21) 2253-1177, com atendimento 24 horas por dia, aceitando mensagens de texto, áudios e vídeos pelo WhatsApp oficial.
Em casos de emergência imediata, a indicação é acionar o 190 da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para flagrante. Outro canal nacional gratuito é o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que recebe notificações de violações contra crianças e adolescentes e encaminha os registros diretamente ao Ministério Público e aos órgãos tutelares.
O que fazer se você foi vítima ou é responsável pela criança
Quando a agressão ocorre no ambiente doméstico ou envolve mulheres e crianças, a queixa deve ser formalizada de imediato na delegacia mais próxima ou na Deam da região. A Deam de Belford Roxo atende o público na Avenida Retiro da Imprensa, no centro do município, aberta em plantão contínuo.
Para dar início ao processo de proteção, o responsável legal precisa apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento do menor e eventuais relatórios médicos de atendimento hospitalar. Na própria unidade policial, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, que determinam o afastamento imediato do agressor do lar e proíbem qualquer aproximação da casa, do trabalho da mãe ou da escola da criança.
Como fica o atendimento e a proteção na região
A rede de acolhimento de Belford Roxo conta com a atuação conjunta dos Conselhos Tutelares das unidades I e II da cidade. Os conselheiros prestam suporte nas áreas de saúde mental, assistência social e transferência de matrícula escolar em casos onde a permanência no colégio original representa risco à integridade da vítima.
Os serviços de proteção da prefeitura também oferecem suporte por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), com psicólogos e assistentes sociais destacados para atender famílias vítimas de agressão intrafamiliar. Os parentes da menina aguardam o avanço das oitivas policiais para garantir que medidas judiciais rigorosas mantenham a integridade física da menor resguardada.















