Cedae faz obra no Guandu e reduz abastecimento no Rio e Baixada

Guandu

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos iniciou um reparo emergencial no Sistema Guandu nesta terça-feira, reduzindo a produção de água tratada para a cidade do Rio de Janeiro e diversos municípios da Baixada Fluminense.

A intervenção afeta diretamente a rotina de milhões de moradores que dependem da maior estação de tratamento do estado. As concessionárias privadas responsáveis pela distribuição nas pontas já alertaram para a necessidade de economizar a reserva de caixas d’água e cisternas.

Manutenção no Sistema Guandu reduz envio de água tratada

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos, a Cedae, informou que precisou colocar técnicos em campo para consertar equipamentos essenciais da Estação de Tratamento de Água do Guandu, localizada em Nova Iguaçu. Esse complexo hídrico abastece mais de 80% da Região Metropolitana.

Com os trabalhos em andamento, a unidade opera com capacidade reduzida até a conclusão dos serviços mecânicos. A produção menor diminui a pressão nas tubulações principais que levam água até os reservatórios de bairros da Zona Norte, Zona Oeste, Centro e parte da Zona Sul carioca, além de cidades vizinhas.

As empresas Águas do Rio, Iguá Saneamento e Rio+Saneamento, que compram a água bruta tratada da Cedae para entregar nas torneiras da população, foram notificadas sobre a queda no volume de entrada.

Quais cidades e bairros sentem o impacto nas torneiras?

O reflexo da redução atinge em cheio a capital fluminense e municípios populosos da Baixada. No município do Rio de Janeiro, regiões mais distantes e pontos altos costumam demorar mais para ter o fluxo restabelecido.

Bairros populosos da Zona Norte como Madureira, Pavuna, Tijuca, Penha e Méier, além de Campo Grande, Bangu e Santa Cruz na Zona Oeste, sentem oscilações imediatas de pressão. No Centro, prédios comerciais e residenciais precisam controlar o bombeamento.

Na Baixada Fluminense, a restrição atinge cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis e Queimados. Regiões periféricas costumam registrar desabastecimento primeiro quando a pressão da rede central cai.

Quanto tempo demora para a água voltar ao normal?

A Cedae prevê concluir o reparo emergencial nas próximas horas, mas a volta da água não ocorre no mesmo instante em todas as casas. O processo de pressurização de grandes adutoras exige cuidado técnico para evitar novos rompimentos de tubulação.

Após o término do conserto e a retomada de 100% da produção no Guandu, o fornecimento leva de 48 a 72 horas para se estabilizar totalmente nas extremidades da rede e nas áreas elevadas. Moradores de morros e fins de linha são os últimos a receber o abastecimento com pressão regular.

Até que o equilíbrio hidráulico se restabeleça por completo, a recomendação oficial das distribuidoras é adiar tarefas não urgentes, como lavagem de calçadas, carros e roupas em excesso.

Como solicitar caminhão-pipa e atendimento emergencial?

Durante períodos de manutenção e baixa vazão, as concessionárias priorizam o fornecimento de água por caminhão-pipa para serviços essenciais, como hospitais, clínicas da família, escolas públicas, creches e unidades de pronto atendimento.

Moradores que enfrentarem falta total de água ou administrações de condomínios podem solicitar apoio e registrar ocorrências diretamente com a empresa que opera em seu bairro ou município:

  • Águas do Rio: Atende grande parte da capital e Baixada. Telefone e WhatsApp: 0800 195 0 195 (ligação gratuita, 24 horas).
  • Iguá Saneamento: Atende Barra da Tijuca, Jacarepaguá e entorno. Telefone: 0800 400 0560 ou WhatsApp: (21) 99744-4191.
  • Rio+Saneamento: Atende bairros da Zona Oeste (AP5). Telefone: 0800 400 0501.
  • Cedae: Central de atendimento geral pelo telefone 0800 282 1195.

Ao ligar, tenha em mãos o número da matrícula ou o endereço completo com ponto de referência. O registro formal da queixa ajuda a concessionária a mapear os pontos críticos que exigem manobras operacionais de reforço na rede.

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