Motociclista preso por estupro em Meriti teria feito ao menos cinco vítimas em uma semana

Sergio foi preso na Avenida Automóvel Clube

Um motociclista preso por estupro em Meriti é investigado por uma sequência de ataques contra crianças na Baixada Fluminense. A prisão aconteceu nesta terça-feira (19), em São João de Meriti, após uma apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher do município.

O preso foi identificado como Sergio Luiz Junior Moras de Oliveira. De acordo com a Polícia Civil, ele já tinha condenação por roubo com violência e grave ameaça e usava tornozeleira eletrônica no momento em que passou a ser investigado pelos novos crimes.

Segundo a Deam de São João de Meriti, Sergio criou um perfil falso em uma plataforma de viagens usando documentos do próprio irmão. A polícia informou ainda que ele cadastrou uma motocicleta alugada no aplicativo para realizar corridas e circular pela região.

As investigações apontam que pelo menos cinco vítimas, com idades entre 7 e 12 anos, já foram identificadas. Os casos aparecem em três registros de ocorrência feitos em um intervalo de quatro dias, segundo a delegada Vanessa Martins, titular da unidade especializada.

O primeiro caso foi registrado na última quinta-feira (14). De acordo com a polícia, o suspeito teria abordado duas meninas, de 11 e 12 anos, na porta de uma escola. As crianças conseguiram correr e pedir ajuda na entrada do colégio. Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga do motociclista.

Outro caso investigado ocorreu após o suspeito aceitar uma corrida por aplicativo. Segundo a Polícia Civil, ele buscou uma mulher em casa e teria percebido que havia duas crianças na residência. Os investigadores afirmam que ele também notou que o portão do imóvel não ficava trancado.

Ainda de acordo com a Deam, depois de deixar a passageira no destino, o homem voltou ao endereço, entrou na casa e atacou duas meninas, de 7 e 8 anos. O caso foi denunciado à polícia, que iniciou buscas para localizar o suspeito.

A mãe de uma das vítimas contou, em depoimento ao Bom Dia Rio, que estava no quarto quando ouviu um grito vindo da sala, onde estavam sua filha e sua sobrinha.

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