Mortes por cabo de alta tensão são apuradas na CPI da Enel

A comissão, formada pelos vereadores Nildo Cardoso (PL), Kassiano Tavares (PP), Dudu Azevedo (Republicanos), Diego Dias (PDT) e Thamires Rangel (PMB

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, criada pela Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes, segue avançando nas investigações sobre possíveis irregularidades cometidas pela concessionária. No centro da apuração, estão as mortes de Rodrigo da Silva Rodrigues, de 25 anos, e Carlos Eduardo Muniz Ribeiro, de 36, eletrocutados no dia 8 de maio, no Parque Bela Vista.

Na tarde desta sexta-feira (23), os membros da comissão estiveram no depósito da Enel, acompanhados do perito do Instituto Médico Legal (IML), Carlos Frederico Ozorio Nunes. No local, foi feita a retirada do cabo de alta tensão que provocou a morte dos dois homens. O material agora está sob a custódia da Polícia Técnica, onde passará por perícia detalhada.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Nildo Cardoso, o objetivo é seguir com as investigações até a entrega do relatório final. “O cabo ficará sob a custódia da Polícia Técnica até a conclusão das apurações. A CPI terá início, meio e fim. Seguiremos até o relatório estar pronto”, afirmou.

O próximo passo da investigação será ouvir familiares das vítimas e também a diretora de uma escola próxima ao local da tragédia. “Estamos fazendo nossa parte. Retiramos o cabo que vitimou os dois jovens e vamos até o fim na apuração dos fatos”, garantiu Nildo Cardoso.

CPI mantém foco no interesse público

Mesmo com a recente parceria firmada entre o presidente da Enel, Francesco Moliterni, e o governo municipal, Nildo Cardoso reforça que o andamento da CPI não será afetado. “É louvável qualquer parceria que seja para o bem da população. No entanto, isso não inviabiliza nosso trabalho”, pontuou.

O presidente da comissão destacou ainda que, até o momento, mais de 30 pessoas foram ouvidas nas oitivas realizadas. A CPI segue com foco na transparência e no interesse público.

O vereador Kassiano Tavares, que também integra a comissão, reforçou o compromisso da investigação. “Nosso objetivo é apurar todos os fatos relacionados aos serviços prestados pela Enel em Campos. Atuamos de forma séria e transparente, pensando na população”, afirmou.

Comissão segue ouvindo testemunhas

A comissão, formada pelos vereadores Nildo Cardoso (PL), Kassiano Tavares (PP), Dudu Azevedo (Republicanos), Diego Dias (PDT) e Thamires Rangel (PMB), foi oficialmente criada no dia 25 de abril, com publicação no Diário Oficial.

A CPI tem um prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis, para concluir os trabalhos. No entanto, o presidente acredita que a investigação possa ser finalizada dentro do tempo previsto, sem necessidade de extensão.

A população de Campos segue acompanhando de perto os desdobramentos do caso, que ganhou grande repercussão pela gravidade dos fatos e pela busca por respostas e justiça às famílias das vítimas.

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