Mortes pela polícia na Penha batem recorde após megaoperação

Megaoperação no Complexo da Penha

As mortes pela polícia na Penha batem recorde após uma megaoperação realizada no fim de outubro e fizeram a região concentrar dois terços de todas as mortes em confronto registradas no estado durante o mês. De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), a área da 22ª DP (Penha) contabilizou 118 mortes de um total de 175 ocorridas em todo o Rio de Janeiro. O levantamento mostra que 117 dessas mortes aconteceram em um único dia, durante uma das operações mais letais já registradas nos complexos do Alemão e da Penha. Em outubro do ano passado, a região não havia registrado nenhum caso de homicídio decorrente de intervenção policial.

O aumento também aparece no índice estadual: houve crescimento de 202% nas mortes por intervenção policial em comparação com outubro de 2024. Trata-se do maior número para o mês desde o início da série histórica, em 2003. Apesar do salto, os homicídios dolosos na área da 22ª DP seguiram padrão semelhante ao de anos anteriores, com quatro registros em outubro, uma morte a mais do que no mesmo período do ano anterior. Esses casos não incluem mortes causadas pela polícia.

Além dos confrontos, outros indicadores de criminalidade chamaram atenção no último mês. O roubo de celular, um dos crimes com maior expansão ao longo de 2025, voltou a crescer: foram 2.094 registros, um aumento de 8,4% em relação ao outubro anterior. No sentido oposto, o roubo de veículo apresentou queda significativa de 47%, enquanto os assaltos em coletivos diminuíram 65% e as ocorrências envolvendo pedestres caíram 29%.

O cenário também mostrou redução no roubo de cargas, que registrou 181 casos no mês — uma queda de 52% em comparação com outubro de 2024. Já os crimes de estelionato subiram 1,8%, alcançando 11.909 registros, o maior número para outubro desde 2003.

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