Morte de menina de 3 anos no Hospital Cardoso Fontes é investigada

Myrella Ramos de Sousa

A morte de menina no Hospital Cardoso Fontes está sendo investigada pela Polícia Civil após o falecimento de uma criança de 3 anos na unidade, localizada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O caso levanta questionamentos sobre o atendimento prestado e mobiliza a família da vítima.

A criança, identificada como Myrella Ramos de Sousa, deu entrada no hospital no último domingo (15), apresentando sintomas como febre, dor abdominal e enjoo. Segundo a mãe, o atendimento inicial teria sido rápido e sem exames mais detalhados.

“O médico perguntou o que ela tinha. Eu falei e ele me perguntou se ela tinha alergia a algum remédio. Eu não sabia. Ele fez uma receita e mandou entregar na sala de medicação, para dar um medicamento a ela e colocá-la no soro. Não escutou o coração dela, não a examinou, só perguntou o que ela tinha e passou os remédios”, relatou Tayssa de Araújo Ramos em depoimento ao jornal O Dia.

De acordo com a mãe, após retornar para casa, a criança apresentou piora no quadro, com fraqueza e dores intensas na cabeça. Diante da situação, ela foi levada novamente ao hospital, onde precisou ser entubada.

Durante a madrugada de segunda-feira (16), Myrella sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

Inicialmente, segundo a família, a equipe médica teria informado que a causa da morte estaria relacionada a uma reação alérgica a medicamento, caracterizada como choque anafilático.

No entanto, após exame realizado no Instituto Médico Legal (IML), foi apontado que a causa da morte foi meningite, o que reforçou as suspeitas da família sobre possível falha no diagnóstico.

“O médico não ouviu o coração da minha filha, não viu como ela estava, só perguntou o que ela estava sentindo. Como viram que ela deu uma reanimada, mandaram pra casa. Eles não tiveram assistência de examinar a minha filha, de fazer um exame de sangue, só passaram o medicamento. Me contaram que foi reação alérgica e não foi. Com certeza foi erro médico. Eles não podiam dar um medicamento para ela sem eles testar, sem ver se ia dar alguma coisa”, afirmou a mãe.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a direção do hospital acompanha o caso desde o início e que a criança foi atendida por médicos experientes. Até o momento, segundo a pasta, não há indícios de falha na assistência.

A Comissão de Óbitos da unidade também monitora a situação, enquanto o laudo do IML deve esclarecer de forma definitiva as circunstâncias da morte.

A Polícia Civil informou que já solicitou documentos ao hospital e está ouvindo testemunhas. O caso foi registrado na 41ª DP (Tanque), e as investigações seguem em andamento.

E enquanto a família busca respostas, o caso levanta um alerta sobre a importância de diagnósticos precisos em atendimentos de emergência.

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