Morre aos 87 anos barbeiro que inventou topete de Pelé

João Araújo, o Didi

Morre aos 87 anos o barbeiro que inventou topete de Pelé, personagem marcante da história do Santos e do futebol brasileiro. João Araújo, conhecido como Didi, ficou famoso por criar o visual icônico do Rei do Futebol e por atender diversos jogadores ao longo das décadas.

Didi tinha uma barbearia localizada em frente à Vila Belmiro, em Santos, e se tornou presença constante na rotina dos atletas do clube. Foi ali que nasceu o topete que virou uma das marcas registradas de Pelé durante sua trajetória vitoriosa.

O Santos confirmou a morte do barbeiro e lamentou a perda nas redes sociais. João Araújo estava internado desde o início do mês e sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ele havia passado por duas cirurgias no intestino.

“Na sua barbearia, que ficava ao lado da Vila Belmiro, recebeu a presença de vários craques da história do clube, entre eles o maior de todos, Pelé. Foi nesse local que o famoso topete do Rei do Futebol foi inventado”, publicou o clube.

O ex-atacante Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, também se manifestou. Frequentador da barbearia, ele destacou a importância de Didi para além do futebol.

“Hoje amanheceu mais triste. A notícia do falecimento do nosso querido barbeiro Didi…. Sua barbearia, ali ao lado da Vila Belmiro, nunca foi apenas um espaço de cuidado e vaidade. Era ponto de encontro de conversas animadas, risadas e amizades que atravessaram gerações. Fica a saudade de um homem simples, generoso e sempre pronto para ouvir. Vá em paz, querido Didi. Sua memória permanecerá viva em cada história contada naquela cadeira”, escreveu.

Ao longo dos anos, a barbearia se tornou ponto de encontro de atletas, torcedores e amigos, consolidando Didi como parte da memória afetiva do clube. Mesmo sem entrar em campo, ele construiu sua própria história dentro do universo santista.

João Araújo deixa esposa e três filhos. O velório acontece nesta terça-feira (24), até 15h40, na Beneficência Portuguesa de Santos, no bairro Vila Belmiro.

A despedida de Didi relembra que o futebol também é feito por personagens que atuam nos bastidores — e que, mesmo longe dos gramados, ajudam a construir símbolos eternos do esporte.

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