Moraes processa Alessandro Vieira após declarações sobre suposta ligação com PCC

Alexandre de Moraes

Moraes processa Alessandro Vieira após declarações sobre suposta ligação com PCC em uma ação judicial que envolve acusações de danos morais. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, decidiram acionar a Justiça contra o senador Alessandro Vieira por falas feitas à imprensa.

De acordo com a ação, as declarações do parlamentar teriam sugerido a existência de circulação de recursos financeiros entre pessoas ligadas ao ministro e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Para os autores, o conteúdo ultrapassou os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar.

O processo foi apresentado com base na alegação de que houve ofensa à honra, à dignidade e ao decoro do casal. Na petição, os advogados afirmam que o senador teria excedido o exercício regular do direito de manifestação, classificando as declarações como inadequadas e abusivas.

O pedido inclui uma indenização no valor de R$ 20 mil, considerando, segundo os autores, a gravidade das falas e a repercussão que o caso ganhou em veículos de comunicação e nas redes sociais.

O contexto das declarações envolve a atuação de Alessandro Vieira como relator da CPI do Crime Organizado. No relatório final da comissão, o senador chegou a solicitar o indiciamento de autoridades, incluindo os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento, no entanto, acabou sendo rejeitado após articulações políticas.

As declarações que motivaram a ação judicial ocorreram nesse contexto, quando o senador mencionou a possível circulação de recursos entre investigados e pessoas ligadas a diferentes esferas de poder, incluindo familiares de autoridades.

Procurado, Alessandro Vieira reagiu à ação e afirmou que não fez associação direta entre o escritório da família de Alexandre de Moraes e a facção criminosa. Segundo ele, houve distorção de suas falas.

“Eu não disse isso. Em nenhum momento, está gravado. O que eu disse, e repito, é que houve o recebimento de cerca de R$ 80 milhões do Banco Master, que hoje sabemos ser um grupo criminoso”, declarou o senador.

Em manifestações anteriores, o parlamentar já havia afirmado que se limitou a relatar a existência de um possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo um grupo que teria contratado serviços do escritório ligado à família do ministro, sem apontar vínculo direto com o PCC.

O caso agora segue na Justiça e deve avançar conforme a análise das alegações apresentadas pelas partes.

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