Um protesto na Zona Norte do Rio de Janeiro causou bloqueios e tensão no fim da tarde desta segunda-feira (20). Moradores utilizaram três ônibus como barricadas em vias da Pavuna, em manifestação motivada pela morte do pastor Eduardo de Oliveira Santos, de 45 anos, baleado pela manhã durante uma operação policial no Complexo do Chapadão, em Costa Barros.
De acordo com informações da Rio Ônibus, os coletivos — das linhas 799 (Pavuna x Bangu), 780 (Pavuna x Madureira) e 793 (Pavuna x Sulacap) — tiveram as chaves retiradas pelos manifestantes e foram posicionados como barreiras na pista. Os veículos já foram removidos, mas o trânsito na região ficou congestionado.
O ato também afetou a circulação de outras 12 linhas, que precisaram alterar seus trajetos. Entre elas estão as linhas 384, 669, 779, 945 e diversas variantes do serviço expresso e seletivo que partem da Pavuna em direção a bairros da Zona Sul, Zona Oeste e Centro do Rio.
Em nota, a Polícia Militar informou que agentes do 41º BPM (Irajá) estavam no Chapadão para reprimir a atuação de criminosos e coibir roubos de veículos e cargas quando foram atacados a tiros. “Durante a ação, os agentes foram recebidos a tiros por um grupo de criminosos armados. Houve confronto e, após o cessar dos disparos, os policiais tomaram conhecimento de que um homem havia sido socorrido à UPA de Ricardo de Albuquerque”, comunicou a corporação.
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou que o pastor Eduardo chegou a ser atendido na unidade, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo moradores, ele passava pela região de bicicleta a caminho do trabalho quando foi atingido. O episódio provocou grande revolta e levou à mobilização que bloqueou as vias.
O comando do 41º BPM informou que instaurou um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ação. Até o momento, não há registro de prisões ou apreensões.














